
Título Original: “Detective Hole”
Elenco principal: Tobias Santelmann, Joel Kinnaman, Ellen Helinder, Pia Tjelta
Diretor(a): Øystein Karlsen e Anna Zackrisson
Streaming: Netflix
Episódios: 9
⭐️⭐️⭐️⭐️
SINOPSE: Onda de calor atinge Oslo. Grumos negros pingam no apartamento. O detetive Harry Hole (Tobias Santelmann), bêbado e demitido, sabe que seu colega Tom Waaler (Joel Kinnaman) cometeu assassinato. Outra mulher é encontrada morta com um dedo decepado.
Existe um tipo específico de personagem que domina o crime nórdico: aquele que sabe tudo sobre morte alheia, mas quase nada sobre a própria vida. Frio por fora, destruído por dentro e absolutamente irresistível na tela: Harry Hole é esse personagem. E depois de décadas cativando leitores no mundo inteiro, ele finalmente ganhou a grande adaptação televisiva.
Criada por um dos maiores narradores da ficção criminal, Jo Nesbø, a série é um mistério de assassino em série liderado pelo famoso anti-herói Harry Hole, um detetive de homicídios brilhante, mas atormentado, que luta contra seus próprios demônios. Por baixo da superfície, é um drama de personagens nuançado sobre dois policiais, supostos colegas, operando em lados opostos da lei. Filmada integralmente em Oslo, a série entrega aquilo que os fãs do gênero nórdico mais amam: atmosfera densa, moral ambígua, paisagens urbanas belíssimas e uma investigação que vai te fazer questionar quem é o verdadeiro vilão até o último momento.
A história se desenrola em Oslo, em meio a uma onda de calor sem precedentes: o detetive Harry Hole (Tobias Santelmann) passa por um momento pessoal difícil: enfrenta o alcoolismo, está temporariamente desempregado e lida com o fim de um relacionamento. Esses desafios o deixam vulnerável, apesar de sua bem merecida reputação por instintos aguçados e técnicas investigativas não convencionais. Quando o corpo de uma mulher é encontrado com o dedo indicador cortado, Harry Hole é chamado de volta para liderar uma investigação que pode ser a última de sua carreira. O que começa como uma morte isolada rapidamente revela um padrão perturbador: um assassino em série, ritualístico e calculado, que deixa uma marca geométrica, uma estrela de cinco pontas, em cada cena do crime, sendo cada vítima é uma mulher. Cada assassinato é mais elaborado do que o anterior. E as pistas começam a apontar para dentro da própria polícia de Oslo. Harry enfrenta seu adversário de longa data, o corrupto detetive Tom Waaler (Joel Kinnaman). Como os dois navegam pelas linhas éticas nebulosas do sistema de justiça criminal, Harry precisa fazer tudo para capturar um assassino em série e levar Waaler à justiça antes que seja tarde demais.
Os Casos de Harry Hole é exatamente o tipo de série que o gênero noir precisava: ambiciosa, visualmente deslumbrante, ancorada em performances extraordinárias e fiel ao que tornou a saga literária de Jo Nesbø um fenômeno mundial. Não é perfeita, mas quando acerta, acerta com precisão cirúrgica: a dupla Santelmann/Kinnaman é uma das melhores parcerias antagônicas do crime televisivo recente, a atmosfera visual é excepcional, o uso de Oslo como personagem da narrativa é inteligente e imersivo e a fidelidade ao espírito dos livros é a decisão criativa mais acertada da série.
Harry Hole não é um herói, não é alguém que você convidaria para o jantar, mas é alguém que você não consegue parar de acompanhar, porque no fundo, ele é humano demais. E é isso que o torna inesquecível.
