1clássico: Johnny Cash – “Father and Son”

“Father and Son” é uma música escrita e interpretada pelo cantor/compositor inglês Cat Stevens, no álbum Tea for the Tillerman que foi lançado em 1970. Mas uma das melhores interpretações foi na voz de Johnny Cash, em 1974. A música desenha uma conversa entre um pai que não compreende o desejo de um filho de se separar e viver uma nova vida, e o filho que não sabe se explicar, mas tem certeza que é hora de ele buscar seu próprio destino. Mais um grande clássico do rock!!!

1clássico: Lynyrd Skynyrd – Simple Man

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A banda americana Lynyrd Skynyrd criou uma pequena pérola que se tornou um clássico mundial: a música “Simple Man”. É uma das letras mais incriveis do rock de todos os tempos. A música lançada em 1973 ainda permanece atual e trata dos ensinamentos de uma mãe para o seu filho sobre as coisas mais importantes da vida: a fé, o amor, a humildade e o desapego material.

baitaSOM: Rockin 1000 toca Nirvana

O projeto  “Rockin’ 1000” reune 1000 músicos para tocar/cantar grandes músicas do rock gringo. Neste vídeo a escolhida foi “Smell Like Teen Spirit” do Nirvana: Sintonia PERFEITA!!!  

euOVO: Vintage Trouble

euovoQuem é Vintage Trouble?
Banda americana de Los Angeles, California, fundada em 2010 por Ty Taylor (vocal), Nalle Colt (guitarra), Rick Barrio Dill (baixo) e Richard Danielson (bateria), com uma mistura de Blues, rhythm & blues, soul e rock and roll.

Porque eu gosto?
Porque é uma banda com muito estilo, pegada e ótimas letras. Com apenas dois álbuns de estúdio, mostra uma energia contagiante e não deixa pedra sobre pedra.

Porque você deve ouvir?
A banda evoca o melhor da música dos anos 50/60 e explode em uma  energia contagiante. “Nobody Told Me” (John Lennon) foi a primeira música que eu escutei da banda e foi transformada numa bela balada. Mas o primeiro álbum The Bomb Shelter Sessions tem muito mais: explosão de guitarras e suingue em músicas como “Blues Hand Me Down” (uma explosão de ritmo e energia), “Nancy Lee”, “Total Stranger” e “Still and Always Will” e baladas poderosas como “Gracefully” e “Not Alright By Me”. Já o segundo álbum, 1 Hopeful Rd., lançado em 2015 bebe na mesma fonte e vem recheado de petardos: “Doin’ What You Were Doin’”, “Another Man’s Words”, “From My Arms”, “Shows What You Know” (a melhor faixa e com direito a um belo solo de guitarra), “Before the Tear Drops”, “If You Loved Me”, “Another Baby” e “My Heart Won’t Fall Again”.

EU OVO… E VOCÊ?

Política: já cantaram essa história…

É incrível que ainda ouço pessoas surpresas com tudo o que está acontecendo na política brasileira, mas essa história já foi cantada só que muita gente não lembra ou não quer lembrar, pois pensam que o rock não presta, que é música do diabo e de drogados. Mas qual o estilo de música que consegue mostrar tantas desigualdades sociais em poucos acordes e, mesmo após 30 anos, ainda se manter atual à nossa realidade? São duas músicas das duas das melhores bandas do rock nacional: Legião Urbana e Titãs.

Trinta anos atrás, em 1987, a Legião Urbana lançava o álbum Que País é Esse? recheado de rebeldia e petardos como: “Angra dos Reis”, “Eu Sei”, “Mais do Mesmo, “Depois do Começo”, a épica e quilométrica “Faroeste Caboclo” e a atualíssima “Que País é esse?. Letra de altíssimo cunho político, detona grande parte dos nossos governantes, compara a sujeira nas diversas esferas da nossa sociedade e mostra o desrespeito com a  constituição brasileira, onde claramente os políticos querem levar vantagem.
A abertura do álbum mostra que a Legião não está para brincadeiras e surge o primeiro hino que é cantado ainda nos dias de hoje: “Nas favelas, no Senado Sujeira pra todo lado /Ninguém respeita a Constituição / Mas todos acreditam no futuro da nação / Que País é esse?” (e nós ainda continuamos a acreditar).

Em 2005, doze anos atrás, a banda Titãs lançou o álbum ao vivo MTV, e ao meio de grandes sucessos como: “AA UU”, “Polícia”, “Enquanto Houver Sol”, “Bichos Escrotos”, “Homem Primata”, Epitáfio”, “Flores” e “Diversão”, a música “Vossa Excelência” chama a atenção pela clareza e tiro certeiro nos nossos políticos. Mais forte e direta que a música da Legião Urbana, o Titãs dispara diretamente aos Ministros, Magistrados, Deputados, Senadores, Vereadores sem papas na língua, fala o que muita gente gostaria de dizer cara a cara: “Estão nas mangas dos Senhores Ministros / Nas capas dos Senhores Magistrados / Nas golas dos Senhores Deputados / Nos fundilhos dos Senhores Vereadores / Nas perucas dos Senhores Senadores / Senhores! Senhores! Senhores! /Minha Senhora! /Senhores! Senhores!/ Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!”

Por mais que muitos não gostem do estilo de música, mas a roubalheira dos nossos políticos já eram cantadas no rock brasileiro à trinta anos atrás. A indignação do povo contra a corja política brasileira sempre foi demonstrada nas músicas da Legião Urbana e dos Titãs (ou você acha que a música “Polícia” também não é uma premonição dos dias mais violentos e degradantes?). Alguns podem pensar que estas não são as melhores músicas que expressam a nossa insatisfação com tudo o que está acontecendo atualmente, mas com certeza são petardos para fazer todos pensar.
Vai ter alguma grande mudança? Difícil imaginar, quando temos um bando de políticos que não tem vergonha na cara e leitores coniventes com a situação e vendendo voto em cada eleição.

L.A.Severo

euOVO: Radiohead – A Moon Shaped Pool

O Radiohead, é uma das bandas mais inovadoras do rock mundial e voltou detonando num album menos eletrônico mas com a mesma pegada do inicio da carreira. A Moon Shaped Pool é, por enquanto um dos melhores lançamentos do ano, para quem gosta de rock e da radioheadbanda. Thom York não é bem certo, isso é fato (alem de não saber dançar nada), mas aqui ele decide extravasar todo seu lado interior, escrevendo e cantando sobre questões mais individuais. “Burn The Witch” abre o disco com letra bem sacada, mas melhor mesmo é o clipe. Em “Decks Dark” provoca: “Somos incapazes de resistir / Em sua hora mais escura”. Já as calmas “Desert Island Disk” e “The Numbers” levam o rock ao perceptível encontro com o folk, mas com leveza brutal. “True Love Waits” já é clássica mesmo que sempre quando executada foi ao vivo (pois foi gravado no disco ao vivo de 2001 – I Might Be Wrong: Live Recordings): “Eu não estou vivendo / Estou apenas matando o tempo… E o verdadeiro amor espera / Em sótãos assombrados / E o verdadeiro amor vive / Em pirulitos e batatinhas”. Letra boba? Pode até ser, mas na execução do Radiohead e levada ao piano é poderosa.
Por isso o Radiohead é uma das melhores bandas de rock do mundo: um album simples, tenso e profundo, sem melindres e direto; ou seja: o melhor do Radiohead está aqui.

1clipe: Oh Wonder – “Lose It”

Oh WonderOh Wonder é um duo indie pop de Londres. O mais interessante é que Anthony e Josephine começaram a lançar uma música em cada mês (desde setembro de 2014) e o album completo somente em setembro de 2015, com 15 faixas. Algumas boas canções como “White Blood”, “Drive” e “Plans”, mas os melhores momentos estão em “Without You” e “Lose It” que também tem um vídeo clipe muito legal.
Confere ai embaixo, baixe o cd e descubra mais essa novidade.     

1clipe:Coldplay – Adventure of a Lifetime

Um dos grandes álbuns de 2015 foi lançado pelo Coldplay – A Head Full of Dreams – e o clipe de “Adventure of a Lifetime” além de bacana e divertido foi um dos melhores do ano passado. Já vi o show do Coldplay no RockINRio e a nova turne desembarca no Brasil em abril.

1disco: David Gilmour – Rattle That Lock

Posso estar enganado, mas pintou o MELHOR ALBUM DE 2015: Rattle That Lock de David Gilmour.
RattleAlém de fã do Pink Floyd, acho David Gilmour fodão: um músico completo que não tem medo de ousar. E é isso que está esperando os ouvintes neste maravilhoso lançamento.
“5 A.M.”, “Beauty” e “And Then…” são grandes faixas instrumentais que permeiam o álbum, mas é nas demais faixas que David Gilmour demonstra porque este é o MELHOR ALBUM DE 2015 (por enquanto).
“That Girl in the Yellow Dress” é uma balada jazzistica perfeita, curti demais este som. “Dancing Righ In Front of Me” o ritmo desta música já leva o ouvinte a querer dançar, mas quando surge os rifs de guitarra é que realmente empolga. “Rattle That Lock” é uma faixa de fácil assimilação, refrão legal, tem suingue e deve estourar nas rádios rock.
“In Any Tongue” outra baladaça incrível: “Nenhum açúcar será o bastante para trazer doçura à sua língua/ Mas a tristeza tem o mesmo gosto em qualquer língua”. E é onde está um dos melhores solos de Gilmour. PERFEITA. “A Boat Lies Waiting” outra balada, que foi composta junto com Rick Wright (tecladista do Pink Floyd, que morreu em 2008). “Faces of Stone” é levada no violão, mas é a balada mais triste do cd.
Ao lado de “In Any Tongue”, eu acho que “Today” é uma das melhores faixas do álbum: tem um coral acompanhado com órgão, guitarra e bancking vocals que deixa tudo em perfeita sintonia e harmonia.

Em dezembro, David Gilmour se apresenta no Brasil. E aqui em Sampa. É esperar para confirmar as grades canções também ao vivo.

1disco: Alabama Shakes – Sound & Color

Se eu foalabama-shakes-sound-and-color-albumsse dar uma nota para este álbum, seria 10.
tem três coisas que eu gosto muito: uma vocalista fora do normal (Brittany Howard), o som “retrô” das grandes bandas de rock e guitarras (muitas guitarras).
A música de abertura e que dá nome do CD (Sound & Color) é suave, paciente e rasgada quando entra a voz de Britany.
“Don’t Wanna Fight” bota tudo abaixo e mostra a energia da banda e com versos como: “Quando todo mundo é agradável / Eu não consigo nenhuma ajuda / Viver não é nada divertido”.
“Miss You” é balada para curtir a voz de Brittany e não se decepcionar com o Alabama Shakes. 
Quer escolher alguma faixa como A MELHOR do álbum? Impossível: “Guess Who”, “Dunes” e “Over my Head” são petardos que não deixam pedra sobre pedra. Curti muito “Shoegaze” que é o típico som da banda do primeiro álbum, mas a quinta faixa “Gimme All Your Love mostra o vigor de um blues lento e culmina numa base instrumental impecável (ecos de Led Zeppelin, fácil).
Além disso o álbum deve figurar entre os melhores de 2015, porque a banda trabalha para que a grande voz de Brittany sobressaia em todas as músicas.
Um legítimo álbum de rock que relembra as grandes bandas do passado.