1álbum: Barão Vermelho – VIVA

O Barão Vermelho voltou e pode acreditar: rock, baladas e com muita energia, no novo álbum VIVA. A primeira fase da banda com Cazuza, foi inigualável: rock e baladas bem elaboradas e sucesso total. A segunda fase com Frejat no vocal, talvez não foi de tantos hits, mas o rock sempre esteve ali. Agora, uma das melhores bandas do rock brasileiro, retorna com Rodrigo Suricato nos vocais, rock e baladas com potenciais hits: “Jeito” cativa pela simplicidade (A Gente é o Que é Não Tem Jeito / A Gente é Como é, Cada um de um Jeito),  “A Solidão Te Engole Vivo” rock sobre a amizade (Pois ao lado dos amigos / Eu escapo de qualquer perigo / E se você deixar / A solidão te engole vivo), “Por Onde Eu For” é pop rock na veia e com refrão pegajoso (Ando evitando lugares pra não ter que te encontrar / Outras avenidas e bares agora vão me ver cambalear / … / Então eu vou, esquecer de tudo que passou / Secar minha cara sobre o sol / Vou, viver tudo o que posso / Os amigos que eu gosto vou levar / Comigo em qualquer lugar, por onde eu for), a romântica “Castelos” e a baladaça “Um Dia Igual ao Outro”. O álbum acaba com “Pra Não Te Perder”, canção com levada folk aos violões e parcipação da cantora Letrux.
É um dos melhores álbuns do rock brasileiro de 2019.

Dia Mundial do Rock

Dia do RockPhil Collins tinha o desejo de celebrar o rock em um grande evento e coube a Bob Geldof a organização. Em 13 de julho de 1985, subia ao palco do Live Aid nomes como: Queen, Mick Jagger, U2, David Bowie, Paul McCartney, Sting, Scorpions, Led Zeppelin, The Who, Dire Straits, Eric Clapton e Black Sabbath. Assim nasceu o Dia Mundial do Rock.
Quando olhamos para o passado realmente tem muito a celebrar:  o Rock não morreu e não vai morrer, apesar que na atualidade é dificil encontrar tantas bandas boas de rock, nacional ou gringas. Meu top 10 rock de todos os tempos:
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1clássico: Steppenwolf – Born to be Wild

Se tem uma banda que eu não gosto, mas tenho que dar o braço a torcer porque fez um dos maiores hinos do rock mundial, chama-se Steppenwolf. A banda foi criada em Toronto, Canadá, no ano de 1967 e em 1968 lançou o primeiro LP, onde encontramos esta pequena pérola: “Born to be Wild” (“Nascemos para ser Selvagens”). Em 1969 a música ficou ainda mais em evidencia porque fez parte da trilha sonora do filme Easy Rider, (Sem Destino), estrelado por Peter Fonda, Dennis Hopper e Jack Nicholson.

“Eu gosto de fumaça e relâmpagos / O trovão do heavy Metal”.
“Como um verdadeiro filho da natureza / Nós nascemos, nascemos para ser selvagens”.
“Deixe seu motor funcionando / Pegue a estrada / Em busca de aventura / Em tudo o que aparecer em nosso caminho”.

1clássico: Simple Minds – Don’t You (Forget About Me)

Simple Minds

Quando a banda Simple Minds surgiu em 1978, em Glasgow (Escócia), muito gente os comparou ao U2 que havia surgido dois anos antes. Mais aclamada pela crítica do que pelo público, a banda obteve algum sucesso com “Promised You a Miracle”, “Glittering Prize” e “Alive and Kicking”. Mas a banda gravou a música “Don’t You (Forget About Me) (Não se Esqueça de Mim) para o filme The Breakfast Club (O Clube dos Cinco) que foi lançado em 1985 e estourou em todas as paradas pelo mundo, ficando em evidência entre 1985-1987. E daí todo mundo achou que a banda lançaria a música no disco Once Upon a Time, mas não rolou e só foi gravada na coletânea Glittering Prize 81/92, em 1982.

Mesmo assim a canção ainda hoje é o grande clássico do Simple Minds, composta por Keith Forsey and Steve Schiff, toca em qualquer festa e é um baita rock que ganha muito peso ao vivo com versos como: “Conte-me suas preocupações e dúvidas / Entregando-me tudo, por dentro e por fora / O amor é estranho, Tão real no escuro” ou “Nós venceremos no final / Eu não te prejudicarei / Ou tocarei suas defesas / Vaidade e insegurança” ou “Não se esqueça de mim / Eu estarei sozinho dançando, Você sabe disso, baby / Vou desmontar você em pedaços / Nos construiremos novamente, juntos, no coração, baby”. Mas o grande ápice é já na abertura e o refrão: “Hey, hey, hey, hey”.

1clipe: U2 – You’re the Best Thing About Me

Depois do showzaço do U2 no Morumbi, mesmo com chuva foi espetacular, resolvi postar a nova música lançada pela banda que eles também tocaram no último domingo, dia 22/10. Simples assim: “You’re the Best Thing About Me” (Você é a Melhor Coisa em Mim).  

1clássico: Pink Floyd – Us and Them

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Pink Floyd

O que dizer, classificar ou escolher como um dos grandes clássico de uma das melhores bandas de rock de todos os tempos: Pink Floyd? As músicas psicodélicas e progressivas, com longos solos de guitarras ainda repercute e vende em todo o mundo. Talvez “Comfortably Numb” seja uma das grandes músicas do Pink Floyd, com seus versos e solos de guitarras (Quando era criança, tive uma febre / Minhas mãos pareciam dois balões), ou “Hey You” com um último verso perfeito (Ei, você / Não me diga que não há nenhuma esperança / Juntos nós resistimos, separados nós caímos), ou a trilogia “Another Brick in the Wall I – II – III”, ou “Time”, ou “Mother”, ou “Money”, ou “Learning to Fly”, ou “Wish You Were Here” (Então, então você acha que consegue distinguir / O paraíso do inferno?) ? Todas estas e mais outras são grandes canções, mas “Us and Them” é meu primeiro e grande clássico da banda: bela e poderosa balada sobre as diversas guerras. Já no primeiro verso instala-se a dúvida sobre que guerra é esta que está sendo travada: uma guerra real, uma de palavras ou de egos? “Nós e eles / E afinal somos apenas homens comuns / Eu e você / Só Deus sabe que não é isso que teríamos escolhido fazer”. Outro grande verso da canção e que comprova a poesia de Roger Waters e Rick Wright, que David Gilmour “destrói” numa interpretação impecável e perfeita: “E quem sabe qual é qual e quem é quem / Altos e baixos / E no fim das contas isto vira um ciclo sem fim”.
É a minha canção preferida de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos.

 

pra eternidade: Renato Russo

Renato Russo

 

Renato Russo faleceu em 11 de outubro de 1996, ou seja, hoje faz 21 anos da morte do vocalista da banda Legião Urbana e um dos principais compositores do rock brasileiro de todos os tempos. O que é mais difícil falar é sobre o legado, tanto do cantor quanto da banda, pois todas as músicas são atuais e nunca surgirá uma banda do rock nacional que chegará perto do que a Legião fez.
Dizer que uma ou outra seria a música perfeita da Legião Urbana é impossível, pois muitas músicas são histórias completas: “Faroeste Caboclo”, “Dezesseis”, “Vinte e Nove”, “Eduardo e Mônica” ou “Ainda é Cedo”, por exemplo. Outras músicas trazem pequenas pérolas:
“Índios” (Quem me dera ao menos uma vez / Que o mais simples fosse visto como o mais importante).
“Perfeição” (Vamos comemorar como idiotas / A cada fevereiro e feriado / Todos os mortos nas estradas / Os mortos por falta de hospitais / Vamos celebrar nossa justiça /
A ganância e a difamação).
“Tempo Perdido” (Todos os dias quando acordo / Não tenho mais o tempo que passou / Mas tenho muito tempo / Temos todo o tempo do mundo).
“Giz” (Quero que saibas que me lembro / Queria até que pudesses me ver / És, parte ainda do que me faz forte / Pra ser honesto só um pouquinho infeliz)
“Um Dia Perfeito” (São as pequenas coisas que valem mais / É tão bom estarmos juntos / E tão simples: um dia perfeito).
“Vamos Fazer um Filme” (O sistema é mau, mas minha turma é legal / Viver é foda, morrer é difícil / Te ver é uma necessidade).
“Andrea Doria” (Eu sei, é tudo sem sentido / Quero ter alguém com quem conversar / Alguém que depois / Não use o que eu disse contra mim).
“Love in the Afternoon” (É tão estranho / Os bons morrem jovens / Assim parece ser / Quando me lembro de você / Que acabou indo embora / Cedo demais).
“Sereníssima” (Sou um animal sentimental / Me apego facilmente ao que desperta o meu desejo).
“A Via Láctea”( Queria ser como os outros / E rir das desgraças da vida / Ou fingir estar sempre bem / Ver a leveza das coisas com humor).
“Mauricio” (Às vezes faço planos / Às vezes quero ir / Para algum país distante e voltar a ser feliz). 
“Quase sem Querer” (Quantas chances desperdicei / Quando o que eu mais queria / Era provar pra todo o mundo / Que eu não precisava provar nada pra ninguém). 
“L’Avventura” (Não se pode fechar os olhos / Não se pode olhar pra trás / Sem se aprender alguma coisa pro futuro).
“A Montanha Mágica” (E me fazes tão mal / Existe um descontrole, que corrompe e cresce / Pode até ser, mas estou pronto para mais uma / O que é que desvirtua e ensina?).
“Que País é Esse?”( Nas favelas, no Senado / Sujeira pra todo lado / Ninguém respeita a Constituição / Mas todos acreditam no futuro da nação). 
“O Teatro dos Vampiros”( Sempre precisei / De um pouco de atenção / Acho que não sei quem sou / Só sei do que não gosto).
“Monte Castelo”( O amor é o fogo que arde sem se ver / É ferida que dói e não se sente / É um contentamento descontente / É dor que desatina sem doer).
“Vento no Litoral” (Dos nossos planos é que tenho mais saudade / Quando olhávamos juntos na mesma direção / Aonde está você agora / Além de aqui dentro de mim?),
“Acrilic on Canvas” (E era sempre: “Não foi por mal”  / Eu juro que não foi por mal / Eu não queria machucar você / Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez). 

 

 

1cd: Paulo Miklos – A Gente Mora no Agora

O eterno titã Paulo Miklos lançou o ótimo álbum A Gente Mora no Agora, ótimo porque gostei de nove das treze faixas, algo difícil de acontecer no atual cenário do rock nacional. Algumas músicas em que Miklos se aventura pelo samba, não me chamaram atenção, em compensação outras ele acertou a mão em cheio. “Deixa de Ser Alguém”, em parceria com Arnaldo Antunes, é estranha com seu ritmo carnavalesco mas anima qualquer um. “Todo Grande Amor” é uma parceira com Silva, com refrão fácil tem tudo pra se tornar um hit radiofônico. “Risco Azul”, com Céu e Pupillo, é marcado por piano e Paulo Miklosbatidas em cima de uma letra bem construída. A balada pop composta por Guilherme Arantes, “Estou Pronto” é uma declaração de amor impecável e perfeita: “Estou vivo, estou pronto / Estou amando de novo / O meu destino é ser feliz / Começo cada dia a teu lado te amando mais”. “Afeto Manifesto” é um baião lento, composta por Lurdez da Luz e fica perfeita na voz de Miklos. Enquanto que “Princípio Ativo” balada com a cantora Céu é levada num dedilhado de violão, doce e singela. E o disco fecha com mais uma bela parceria com Tim Bernardes, “Eu Vou”: “Não vou mais aturar  / Baixo astral na minha vida / Não vou mais carregar / O peso e a dor que não é minha”.

Mas ele se sai melhor no terreno que conhece bem e entrega as duas melhores faixas do álbum, pelo menos na minha opinião: em “Samba Bomba”, que não é samba, mas sim um baita rock em parceria com Tim Bernardes (guitarrista da banda O Terno) e na baladaça “Vou Te Encontrar”, em parceria com Nando Reis: “Nas ondas do mar / Nas pedras do rio / Nos raios de sol / Nas noites de frio / No céu no horizonte / No inverno e verão / Nas estrelas que formam uma constelação / Vou te Encontrar”.

1clássico: Talking Heads – Psycho Killer

TALKING HEADS ARCHIVE PHOTOTalking Heads foi fundada em 1974 em Nova York, EUA. Formada por David Byrne, Chris Frantz, Tina Weymouyh e Jerry Harrison, a banda fundiu rock, new wave e world music à ritmos africanos. Mas ganhou notoriedade em 1975 quando abriu um show do Ramones, no lendário CBGB’s Club. Além de vocalista e principal nome da banda, David Byrne foi produtor de diversos álbuns (inclusive de músicos brasileiros) e dirigiu o filme “True Stories“. A banda lançou oito álbuns e alguns hits: “This Must Be 

The Place (Naive Melody)”, “(Nothing But) Flowers”, “Wild Wild Life”, “Once in a Lifetime”, entre outras. Mas o máximo clássico da banda é “Psycho Killer”, com uma linha de baixa pulsante e o refrão pegajoso: “Psycho killer / Qu’est-ce que c’est / Fa, fa, fa, fa, fa, fa, fa, fa, fa, far better / Run, run, run, run, run, run, run away”.Talking_Heads_77
A música é sobre um serial killer e seus pensamentos: “Você começa uma conversa que nem pode terminar / Você está falando bastante mas você não está dizendo nada / Quando não tenho nada para dizer meus lábios ficam selados / Dizer uma coisa uma vez, por que dizê-la novamente?”

O clássico ainda hoje é relembrado por muitas bandas: ganhou versão com peso de bandas como Velvet Revolver e One Bad Son, som eletrônico com Black Migthy Wax ou balada com Bruce Lash, mas eu acho que as duas melhores versões: é pop rock do PHISH e a balada arrastada de ZED, duas ótimas regravações.    

1clássico: Led Zeppelin – Since I’ve Been Loving You

Eu acho que o LED ZEPPELIN, junto com o Pink Floyd, é a melhor banda de rock de todos os tempos. Não tem como dizer que uma é melhor do que a outra, assim como não tem como escolher apenas 1clássico do Led. Pensando assim, esta é a primeira resenha desta excepcional banda. E uma das grandes é “Since I’ve Been Loving You”, do álbum Led Zeppelin III, lançado em 1970. A gravação desta balada blues ao vivo, tem solos intensos da guitarra de Jimmy Page e Robert Plant descarrega a dor de um “corno metaleiro (?)”.
“Trabalhando das sete às onze, todas as noites / Isso faz da vida um saco, acho que isto não está certo / Eu realmente, tenho bancado o perfeito idiota eu fiz o que pude… / … / Você se lembra mulher, quando eu bati em sua porta? / Eu disse que você se atreveu a me falar que não me queria mais, é / Eu abro minha porta da frente e escuto minha porta dos fundos bater / Você deve ter um desses amantes mais jovens.”