1clássico: Van Halen – Can’t Stop Lovin’ You

Para muitos “Ain’t Talkin’ Bout Love” é a melhor música da banda, do ótimo guitarrista Eddie Van Halen (falecido este ano), outros cravam “Jump”, ou pode ser “Runnin With The Devil”, ou “And the Cradle Will Rock”, ou ainda a explosiva “Panama”, ou a bela “When It’s Love” ou “Right Now”, mas o meu clássico é “Can’t Stop Lovin’ You”, parece óbvio, mas é a música que mais gosto da banda.
E tem um verso simples que parece escrito para os dias de hoje:

“E quando isso acabar / Eu sei como vai ser / E o amor verdadeiro nunca morrerá / Não, não desaparecerá”.

Ainda continuará sendo uma melhores bandas de hard rock que surgiu no mundo, numa ensolarada Califórnia e com vários hits na carreira.
Goste ou não, os clássicos estão ai para eternizar o nome da banda e isso ninguém pode mudar ou discutir.

1clássico: David Bowie – “Heroes”

David Bowie, também conhecido como “Camaleão do Rock” pela capacidade de sempre renovar sua imagem, faleceu em 2016 deixando uma porrada de grandes músicas como: “Fame”, “Changes”, “Space Oddity”, “Ashes to Ashes”, “Starman”, “Life on Mars?”, “Rebel, Rebel” e “Lets Dance”. Mas o meu clássico é “Heroes”, apesar de não ter feito sucesso quando foi lançada, depois estourou e sempre figura nas listas de melhores canções de todos os tempos. Também é uma das músicas de Bowie que teve mais regravações de outros artistas. Para alguns talvez não seja a melhor música do David Bowie, mas com certeza é um clássico mundial.

Escrita por Bowie e Brian Eno, foi gravado no álbum Heroes de 1977, é inspirada em um beijo entre Tony Visconti (produtor da música) e sua namorada nas proximidades do Muro de Berlim. Eu acho que a melhor versão para este clássico foi gravada pela banda Motorhead, mas a versão da banda Wallflowers também é bem legal.

(… Just for one day / We can be heroes / We’re nothing, and nothing will help us / Maybe we’re lying / Then you better not stay / But we could be safer, just for one day).

(… Apenas por um dia / Nós podemos ser heróis / Não somos nada, e nada nos ajudará / Talvez estejamos mentindo / Então, é melhor você não dizer / Mas nós podemos estar seguros, apenas por um dia).

1clássico: Tempo Perdido – Legião Urbana

O meu primeiro clássico nacional é da banda que eu julgo ser a melhor de todos os tempos: LEGIÃO URBANA. É claro que muitos não concordam, mas o fato é que a Legião mudou o cenário do rock brasileiro: letras poderosas atraiam cada vez mais admiradores e músicas que pareciam não ter apelo radiofônico estouravam em todo o país. E criou-se uma religião em torno da banda e principalmente em Renato Russo. A triste morte de Renato acendeu mais ainda a devoção pela banda e que ainda tem muitos seguidores nos dias de hoje, muitas das músicas e letras são atuais, mesmo que escritas na década de 80. Quem nunca participou de uma festinha ou luau em praia que saca o violão e todos cantam “Pais e Filhos”, “Eduardo e Mônica”, “Faroeste Caboclo”, entre outras?

E é por isso que escrevo que é a melhor banda de rock nacional de todos os tempos e meu primeiro clássico é a música “Tempo Perdido”.

Lançada em 1986, no disco DOIS, traz uma reflexão sobre a passagem do tempo, rápido demais e que muitas vezes desperdiçamos este tempo com bobagens.

“Todos os dias quando acordo / Não tenho mais o tempo que passou / Mas tenho muito tempo: Temos todo o tempo do mundo.”

Não adianta chorar pelo que passou, somos capazes de controlar o nosso tempo e melhorar a cada dia.

Dia Mundial do Rock

Parece algo clássico nesta data: qual a maior banda de rock de todos os tempos? Várias, em várias fases, em várias músicas, com brilhantes vocalistas e guitarristas e com uma bateria fantástica: LED ZEPPELIN SEMPRE!!!

E outras mais que não podem ser esquecidas.
QUEEN

PINK FLOYD

STEPPENWOLF

1álbum: AWOLNATION – Angel Miners & The Lightning Riders

AWOLNATION, é uma banda de rock alternativo que surgiu em Los Angeles, na ensolarada Califórnia (EUA), em 2010. E em 2011 já lançava o álbum Megalithic Symphony, onde tinha o petardo “Sail”. Mas não é uma banda fácil de entender: em alguns momentos transitando pelo pop, rock mais pesado com guitarras cruas com pitadas de eletrônico. O próximo álbum foi Run, em 2015, e continuou na mesma pegada, com músicas como “Run”, “Fat Race”, “Woman, Woman” e a balada “I Am”. Em 2018 chegou Here Come the Runts, como músicas como: “My Molasses”, “Handyman” (a versão acústica ficou bem bacana) e a melhor “Table for One” (prefira a versão com Elohim, ficou excelente). Em 2019 a banda lançou o single “Drive”, regravação da banda The Cars.

Chegamos em 2020 e o lançamento do novo álbum Angel Miners & The Lightning Riders. É o mais do mesmo, seguindo o mesmo padrão do som dos caras, mas mesmo assim tem bons momentos e músicas com sonoridades diversas: o peso aparece em “Mayday!!! Fiesta Fever” e “Battered, Black & Blue (Hole in my Heart)”, a explosão incontrolável de “I’m A Wreck”que começa lenta e termina pesada e momentos eletrônicos em “California Halo Blue”. Mas as melhores músicas ficam com o lado mais pop da banda: “Radical”, “The Best” (Eu quero andar um pouco mais alto / Eu quero me sentir um pouco mais forte / Eu quero pensar um pouco mais inteligente / E dizer, eu só quero ser o melhor ) e a melhor é “Pacific Coast Hignway in the Movies” com participação de Rivers Cuomo (Wezzer).

O quarto bem da banda (Aaron Bruno é o cara por trás de tudo) não mostra uma grande evolução, mas entrega um álbum consistente e boas músicas.
8

1clássico: Radiohead – “Creep”

Taí uma banda que é fácil de falar e com inúmeros hits: a banda britânica Radiohead. Provavelmente muitos vão dizer que outras músicas são clássicas, como: “Karma Police”, “Paranoid Android”, “Fake Plastic Trees”, “Just”, “My Iron Lung”, “No Susprises”, “How to Disappear Completely”, “Kid A”, “Lotus Flower” ou “15 Step”, mas o primeiro álbum da banda Pablo Honey traz a beleza de “Creep”.
Parece até engraçado: a estreia da banda foi em 1985 e apenas em 1992 eles lançaram o single “Creep” sem sucesso e com pouca repercussão no Reino Unido, mas foi somente em 1993 com o lançamento do primeiro álbum que a balada mostrou a força da banda que vinha para ficar. Thom Yorke, líder e compositor, fez uma música extremamente depressiva, mas ao mesmo tempo bela. Por isso “Creep” é um dos meus clássicos da banda.

Longa vida ao Radiohead e as esquisitices e maluquices de Thom York.

Quando você esteve aqui antes / Nem pude te olhar nos olhos / Você é como um anjo / Sua pele me faz chorar” 

“Mas eu sou uma aberração, um esquisito / Que diabos é que eu estou fazendo aqui / Este não é meu lugar”

“Seja lá o que te faz feliz / Seja lá o que você deseje / Você é especial pra caralho / Eu queria ser especial”

1clipe: Vivendo do Ócio – “Cê Pode”

A banda baiana Vivendo do Ócio, uma das melhores da safra do novo rock brasileiro, acaba de lançar o novo álbum com o nome da banda e o clipe da música “Cê Pode”, que foi lançado em 2019 puxa o lançamento depois de 5 anos sem gravações. Confere o som.

De cara já vai o recado e embalado em guitarras certeiras eles avisam:
“Cê pode ser livre” e outro ponto “Quê adianta riqueza e pobreza de alma? / Adianta ter tudo e viver numa jaula? / Cê pode ser livre, seja o que quiser”.

@vivendodoocio #vivendodoocio

 

1lançamento: Gorillaz – Aries (clipe)

Muito bacana o novo clipe da banda Gorillaz, com participação de Peter Hook & Georgia – Aries: em época de isolamento social, mostra a banda rodando por uma cidade fantasma, sem ninguém pelas ruas. No final do vídeo 2D, com sua máscara de proteção, avisa: “Fique em casa, fique seguro. Ah, e continue lavando as mãos.”

1disco: FASTBALL – The Help Machine

Fastball - The Help MachinePara quem conhece, ou conhecia, a banda Fastball apenas pelo hit “The Way” é bom saber que a banda vai além disso. É lógico que eles ficaram marcados pelo álbum All the Pain Money Can Buy, de onde saiu o maior hit da banda e também músicas como “Out of My Head” e “Sweetwater, Texas”.  A banda deu uma parada em 2009 e retornou em 2017 com o ótimo Step Into Light (escute músicas como “Best Friend”, “I Will Never Let You Down”, “We’re on Our Way” e Secret Agent Love”).
Dito isso chegamos ao novo album, The Help Machine, onde a banda explora novos sons e deixa claro que é uma volta definitiva.
Os destaques do album: “Doesn’t It Make You Feel Small” cativa também pelo peso das guitarras: “Quando você anda em círculo e canta sua música / Você pensou que precisava de respostas, mas as conhecia o tempo todo’. “White Collar” é o que você vai ouvir mais próximo do antigo Fastaball. “Holding the Devil’s Hand”, apesar do título, tem um clima soturno e uma levada pop até o talo que agrada já na primeira vez que ouvir. Outro ponto bom do album a divertida e rapidinha “The Girl You Pretended to Be” onde rola um mistério e ele suplica: “Tudo o que estou pedindo de você / Você poderia se transformar em / A garota que você fingiu ser?”. E “Redeemed” com pegada blues é uma das melhores novidades da nova fase da banda.

Mas as duas melhores, no meu entendimento, realmente são: a faixa que dá nome ao álbum “The Help Machine” balada pop poderosa: “Qual é o seu nome? / Ninguém consegue viver para sempre / E estou aguardando a fila para a Máquina de Ajuda”. E a faixa de abertura “Friend or Foe” um pop delicioso de ouvir e com refrão pegajoso: But you and I will never know / Which way the wind is gonna blow (Mas você e eu nunca saberemos / Para que lado o vento vai soprar).
Com tantos lançamentos de bandas antigas, Fastball se reinventa e promete seguir firme e forte nas paradas.

 

1disco: Humberto Gessinger – Não Vejo a Hora

Depois do bom lançamento do Barão Vermelho, enfim chegou o novo álbum do Humberto Gessinger: Não Vejo a Hora. E olhando o que foi lançado até agora, os melhores albuns nacionais do ano são de bandas e/ou artistas que detonaram nos anos 80: Barão Vermelho (VIVA), Nando Reis (Não sou Nenhum Roberto, Mas as Vezes Chego Perto) e Biquini Cavadão (Ilustre Guerreiro). Mas falando do álbum em questão: o eterno líder e voz dos Engenheiros do Havaii retorna numa ótima performance e com ecos da antiga banda. De cara basta ouvir a primeira faixa “Partiu”, que lembra Ïnfinita Highway”, ou seja, começa muito bem. “Um Dia da Cada Vez” é um pop/rock da melhor fase dos Engenheiros. A primeira balada folk acústica, com violões e acordeons é “Bem a Fim” e com o refrão bacana (A Highway to Hell faz a curva e vai pro céu / Quando a resposta vem, do outro lado, alguém / Dizendo que está tudo bem) coloca a música como uma das melhores do álbum. “Calmo em Estocolmo” é Engenheiros do Havaii até o talo. “Estranho Fetiche” tem a letra mais legal, com referência à Raul Seixas e é bem divertida. E “Missão” pra mim a melhor do álbum, começa lentamente e fica mais rápida e vai oscilando desta maneira até o final.
Enfim, mais um grande lançamento de uma das melhores bandas brasileiras de rock dos anos 80.
Para ver como o rock não morreu mas o atual cenário e bandas surgidas não tem o mesmo peso nem o mesmo valor.