
A pandemia trouxe um pouco mais do tempo no meu dia-a-dia e comecei a ouvir rock de outros países, alguns parece até estranho como o cd da banda Suíça Gölä und Trauffer, mas o foco aqui é a banda italiana Måneskin e o ótimo cd Teatro D’ira Vol. I. Eu cravo que este é um dos melhores álbuns do ano e uma grata surpresa: a banda entrega um álbum com melodias atraentes e sons diferentes, entre inglês e italiano, o que torna fácil gostar deles.
A banda é de Roma, conta com o vocalista Damiano David, a baixista Victoria De Angelis, guitarra de Thomas Raggi e o baterista Ethan Torchio, e foi com esse rock descompromissado e sem medo que foram alçados ao sucesso, especialmente neste novo álbum. A primeira faixa, em italiano, “Zitti E Buoni” é hit certeiro e com guitarras e bateria na medida certa e refrão gostoso: “Estou fora de mim, mas sou diferente deles / E você está fora de si, mas é diferente deles / Estamos loucos, mas somos diferentes deles”. Também são legais e merecem destaque: “In Nome del Padre” é pesada e provoca no refrão “Ah, ah, ah, ei / Nome do pai, do filho, Espírito Santo”. “Beggin” é ótima cover da banda The Four Seasons. Em “Lividi Sui Gomito” Damiano canta “Coragem não nos falta / Somos destemidos” belo recado. E “La Paura Del Buio” menos pesada e mais pop. Assim como a melhor do álbum “I Wanna Be Your Slave”, controversa por causa do vídeo clipe, insana e necessária.
Um ótimo álbum de rock, mesmo que alguns possam chamar de rock spaghetti ou até mesmo de pop. 9

Para quem conhece, ou conhecia, a banda Fastball apenas pelo hit “The Way” é bom saber que a banda vai além disso. É lógico que eles ficaram marcados pelo álbum All the Pain Money Can Buy, de onde saiu o maior hit da banda e também músicas como “Out of My Head” e “Sweetwater, Texas”. A banda deu uma parada em 2009 e retornou em 2017 com o ótimo Step Into Light (escute músicas como “Best Friend”, “I Will Never Let You Down”, “We’re on Our Way” e Secret Agent Love”).


Se tem algo que chama a atenção é aquela música que você gosta e que é regravada e fica perfeita, mas também tem o lado inverso e você fala: – Que bosta, estragaram a música de tal banda. Alguns falam em regravação, dar uma nova roupagem a música, outras falam que vão “desconstruir” tal música. Mas o certo é que algumas versões ficam melhor do que a original e é este o caso aqui.
batidas em cima de uma letra bem construída. A balada pop composta por Guilherme Arantes, “Estou Pronto” é uma declaração de amor impecável e perfeita: “Estou vivo, estou pronto / Estou amando de novo / O meu destino é ser feliz / Começo cada dia a teu lado te amando mais”. “Afeto Manifesto” é um baião lento, composta por Lurdez da Luz e fica perfeita na voz de Miklos. Enquanto que “Princípio Ativo” balada com a cantora Céu é levada num dedilhado de violão, doce e singela. E o disco fecha com mais uma bela parceria com Tim Bernardes, “Eu Vou”: “Não vou mais aturar / Baixo astral na minha vida / Não vou mais carregar / O peso e a dor que não é minha”.
