O Dia do Livro, celebrado em 23 de abril, é uma data dedicada a valorizar a leitura, os autores e o poder transformador dos livros. A escolha do dia não é por acaso: marca a morte de grandes nomes da literatura como William Shakespeare e Miguel de Cervantes.
Criado pela UNESCO, o objetivo é incentivar o hábito da leitura em todas as idades e promover o acesso aos livros ao redor do mundo.
O início do ano está sendo muito produtivo e aqui está um resumo dos livros que li no primeiro trimestre de 2026, junto com minhas recomendações para você ler ainda este ano. Desligue e Divirta-se! 🥳
Cidade em Chamas — Don Winslow Don Winslow é um dos meus autores preferidos da atualidade. Primeiro livro que li foi “A Força“, uma impactante história de corrupção policial em NYC. Agora iniciei a litura da trilogia: ACidade… (1) em Chamas (2) dos Sonhos (3) em Ruínas. “Cidade em Chamas” é para quem quer um romance criminal grande, profundo e visceral e traz um crime épico com atmosfera de guerra entre gangues.
A Viajante da Noite — Armando Lucas Correa É uma leitura para quem quer sentir e não apenas acompanhar a história: é um romance emocional e histórico que aborda identidade e sobrevivência.
A Garota no Gelo — Robert Bryndza Este livro é ideal para quem gosta de uma investigação intensa no estilo série policial: um thriller policial direto, rápido e cheio de tensão.
Slow Horses — Mick Herron Perfeito para quem quer algo diferente de James Bond, mais real e sarcástico. É uma espionagem britânica com humor ácido e personagens “fracassados”.
O Casal Perfeito — Ruth Ware Ótimo para fãs de mistérios domésticos com clima claustrofóbico, um suspense psicológico sobre aparências e segredos.
A Morte Chega a Marlow — Robert Thorogood Perfeito para quem quer um crime sem peso, mas com inteligência, um mistério leve com charme britânico clássico.
Assassinato na Família — Cara Hunter Leitura ideal para quem gosta de quebrar o padrão narrativo tradicional e traz uma sensação de “true crime” real.
O Terceiro Gêmeo — Ken Follett Para quem gosta de mistério + ciência + conspiração, num thriller científico com conspiração e genética envolvente.
A Viúva Silenciosa — Sidney Sheldon É Sidney Sheldon, ótimo para quem curte tramas sofisticadas, cheias de poder e vingança, com uma protagonista feminina forte e reviravoltas e drama global.
O Último Jantar — Shari Lapena Ideal para quem gosta de histórias onde ninguém é totalmente confiável, num clima de tensão social (jantar, segredos, suspeitas).
O Fim dos Homens — Christina Sweeney-Baird Leitura que faz pensar sobre sociedade, poder e estrutura de gênero e a distopia impactante sobre uma pandemia que afeta apenas homens.
Encontramos Leonel, neste conto de preconceito e favorecimentos de colegas apenas pela sua cor. Léo sabia de seu potencial e de onde podia chegar, mas sabia que não tinha forças para segurar a situação por mais tempo. Será que Léo vai explodir em algum momento ou apenas se calará perante tantas injustiças?
Leonel, ou Léo, era um jovem negro de 26 anos, extremamente inteligente e talentoso. Apesar de sua brilhante mente e sua habilidade acima da média, ele enfrentava desafios e obstáculos que muitas vezes eram fruto do preconceito e da discriminação racial. Empregado em um grande banco, onde ele já atuava a quatro anos e sem reconhecimento, Leonel observava seus colegas brancos sendo favorecidos, tendo mais oportunidades do que ele e em melhores posições. Mesmo diante das dificuldades e das injustiças que enfrentava, Leonel mantinha uma autoestima inabalável e uma atitude positiva perante a vida. Ele nunca permitiu que as situações adversas o derrubassem. Em vez de ceder à tristeza e à raiva, Leonel escolhia rir para não chorar. Ele encontrava humor e leveza nas situações difíceis, transformando a dor em sorrisos e a desilusão em piadas.
Ao longo de sua vida, Leonel enfrentou inúmeras decepções e desafios. Ele viu suas oportunidades serem limitadas, seus esforços serem subestimados e seus talentos serem menosprezados. No entanto, em vez de se deixar abater, ele usava o humor como uma forma de resistência. Ele transformava a dor em comédia, a rejeição em sarcasmo e a discriminação em ironia. Leonel encontrava força na sua capacidade de rir diante das adversidades. Ele sabia que o riso era uma arma poderosa contra a tristeza e a injustiça. Ele escolhia enfrentar o mundo com um sorriso no rosto, mesmo que por dentro sentisse a dor da discriminação e da desigualdade.
Léo se recusava a ser definido pelos preconceitos que enfrentava, em vez disso, ele escolhia ser o protagonista de sua própria história, um herói que enfrentava as adversidades com coragem e humor. Ele sabia que, mesmo nas piores situações, o poder do riso podia transformar a dor em esperança, a tristeza em alegria e a desigualdade em igualdade. Também sabia que seus colegas o achavam um perdedor e submisso, por ter que aguentar tanta discriminação e, em alguns momentos, até humilhação. Mas Léo tinha um plano.
A vida de Léo começou a mudar quando ele recebeu um convite de um banco concorrente para assumir um cargo de Gerente. Em conversa no processo seletivo, Léo soube que tinha sido indicado por cinco pessoas, e o recrutador garantiu que todos falaram muito bem do caráter do rapaz, do profissionalismo e de suas habilidades fora do comum. Em quinze dias Léo estava contratado.
Numa segunda-feira, antes de iniciar seu expediente, o rapaz chega no seu gerente e pede demissão. A surpresa e um riso desprezível brotam no rosto do seu gerente, que tenta argumentar algo para não perder seu melhor funcionário. Mas Léo, como sempre, teve uma posição firme e decisiva. O desespero estampou a face do gerente que se viu vencido, quando Léo colocou a sua frente um papel timbrado de um banco com maior prestígio de onde ele estava, a proposta de cargo e salário muito superiores até do salário que o gerente ganhava ali saltou aos olhos.
Léo riu, não por menosprezo, mas sim porque o sarcasmo do gerente que tanto lhe prejudicou nos últimos quatro anos tinha sumido. E ele apenas queria sair de perto daquele local tóxico e seguir uma nova vida, mas continuar rindo, só que agora somente de alegria.
Neste conto vamos conhecer a história de Jorge, 30 anos, boa aparência, com uma boa situação financeira, morando sozinho em Recife, que de uma hora para outra decide pedir demissão e rodar o mundo. Descobriremos porque todos os seus relacionamentos foram curtos e como ele decidiu dar uma guinada na sua vida.
Jorge era bom com números e antes de se formar já estava contratada por um grande fundo de investimentos de Recife, sua habilidade trouxe uma carreira meteórica e dinheiro rapidamente, ele quase não dormia para investir sua grava até mesmo nas bolsas asiáticas. Antes dos 30 anos, sem ninguém saber, Jorge já tinha mais de um milhão de reais na sua conta. E seus investimentos, sempre certeiros, engordavam mais a sua conta bancária. Mas Jorge se sentia sozinho e, até pela falta de conhecimento ainda da doença, acreditava que não podia amar, que seria apenas mais um solitário pois seus relacionamentos nunca acabavam bem e para evitar mais discussões ele resolvia cada vez mais se isolar das pessoas e ser feliz a sua maneira e do que ele realmente gostava de fazer.
Cansado de relacionamentos fugazes, pediu demissão, criou um blog de dicas de viagem e decidiu rodar o mundo a procura de novas experiências, embarcando em uma jornada de descobertas de lugares e todas as outras sensações que mais ansiava seu coração. Enquanto Jorge se aventurava pelo mundo, ele mergulhava em um universo de novas sensações e descobertas. Em cada país que visitava, ele se via desafiado a se adaptar a diferentes culturas, costumes e idiomas. Com seu TEA como uma lente única através da qual via o mundo, ele percebia nuances e detalhes que passavam despercebidos para os demais.
Em cada lugar, Jorge encontrava um pedaço de si mesmo. A cada encontro, a cada conversa com estranhos, ele se descobria mais empático, mais tolerante, mais aberto ao desconhecido. Suas experiências interculturais o enriqueciam e o transformavam, moldando-o em um ser humano mais completo e consciente de sua própria singularidade: em Paris, Jorge se encantou com a arquitetura majestosa e a arte que transbordava pelas ruas. Ele passava horas observando as pessoas, tentando decifrar suas expressões e comportamentos. Na Índia, a espiritualidade e as cores vibrantes o envolveram em um turbilhão de emoções. Ele se viu refletindo sobre a complexidade da mente humana e a beleza da diversidade.
Numa pequena vila na Toscana, foi que o destino pregou sua peça e Jorge conheceu Sofia, uma artesã de sorriso cativante. Entre risos e conversas sob o luar, ambos perceberam que o amor podia surgir nos lugares mais inesperados e Juntos, embarcaram em uma nova aventura, onde o TEA de Jorge era apenas mais um detalhe na bela tapeçaria do destino.
E assim, Jorge percebeu que seu TEA não era uma limitação, mas sim uma dádiva. Sua forma única de ver o mundo era o que o tornava especial, o que o conectava de maneira profunda com as pessoas e os lugares que encontrava em sua jornada. Ele abraçava sua singularidade com orgulho, sabendo que era parte essencial de quem ele era.
E com essa nova perspectiva, ele seguia adiante, pronto para novas descobertas e desafios que o aguardavam.
O conto de Jaqueline, intitulado “Portas Fechadas para o Amor”, revela a história de uma mulher de 30 anos, bonita, bem resolvida e financeiramente estável, que enfrenta uma grande dificuldade em se relacionar intimamente com homens e mulheres. Jaqueline é uma personagem envolta em mistério e solidão, cujo coração parece ter se fechado para o amor.
Desde jovem, Jaqueline sempre foi independente e determinada. Sua beleza e sucesso profissional atraíam olhares e admiradores, mas por dentro ela guardava um segredo profundo e doloroso. Apesar de sua aparente segurança e autoconfiança, Jaqueline carregava consigo uma barreira invisível que a impedia de se entregar emocionalmente a alguém. Ao longo dos anos, Jaqueline tentou se envolver em relacionamentos, tanto com homens quanto com mulheres, mas sempre encontrava obstáculos que a impediam de se conectar verdadeiramente. Ela se via incapaz de abrir seu coração e compartilhar sua vulnerabilidade com outra pessoa, mesmo que desejasse ardentemente encontrar o amor e a companhia de alguém especial.
Sua maior decepção veio de um relacionamento passado, onde Jaqueline se permitiu amar e confiar plenamente em alguém, apenas para ser traída e magoada profundamente. A dor da traição deixou cicatrizes em seu coração, tornando-a ainda mais cautelosa e reservada em relação ao amor. Ela fechou suas portas para evitar mais sofrimento, construindo muralhas ao redor de sua alma para se proteger do mundo exterior. Jaqueline vivia em um estado de solidão autoimposta, mantendo os outros à distância e se recusando a se entregar à vulnerabilidade do amor. Ela se fechou em um casulo de segurança e auto preservação, negando a si mesma a chance de experimentar a alegria e a plenitude que o amor verdadeiro poderia oferecer.
A cada dia que passava, Jaqueline se via mais distante do amor e da felicidade que ele poderia trazer. Suas experiências passadas a assombravam, impedindo-a de confiar novamente e de abrir seu coração para a possibilidade de um novo começo. Ela se resignou à solidão, convencida de que o amor era um sonho inalcançável e as portas para ele permaneceriam eternamente fechadas.
A história de Jaqueline é um lembrete doloroso de como as cicatrizes emocionais podem moldar nossas vidas e nos afastar daquilo que mais desejamos. Seu conto nos mostra a importância de curar as feridas do passado, de perdoar a si mesmo e aos outros, e de estar aberto para o amor, mesmo que as portas pareçam estar fechadas.
No conto “Deixe o Sol Entrar”, vamos explorar a vida de Catarina e comp ela vivia em seu amplo apartamento, mas reclusa e solitária. Aos 32 anos, ela carregava uma tristeza profunda desde um trágico acidente que ocorreu oito anos atrás, no qual seus pais faleceram e ela ficou em uma cadeira de rodas. Desde então, ela abandonou o emprego e se isolou do mundo exterior.
A solidão consumia Catarina e ela passava a maior parte do tempo em casa, rodeada por seus queridos eletrônicos: MacBook, iPhone, televisão e streaming. Eles eram seus melhores amigos, sua janela para o mundo exterior. Ela raramente saía de casa, evitando festas e eventos sociais. A solidão consumia Catarina. Ela passava a maior parte do tempo em casa, rodeada por seus queridos eletrônicos: MacBook, iPhone, televisão e streaming. Eles eram seus melhores amigos, sua janela para o mundo exterior. Ela raramente saía de casa, evitando festas e eventos sociais.
Apesar de seu estilo de vida recluso, Catarina mantinha um alto padrão de vida. Ela tinha recursos financeiros suficientes para sustentar-se, mas a origem dessa riqueza era um mistério para aqueles ao seu redor. Ela não compartilhava sua vida com ninguém, mantendo sua fortuna e seus segredos para si mesma. O segredo de Catarina era que ela havia recebido uma herança substancial de seus pais após o acidente. Seus pais, que eram pessoas bem-sucedidas, deixaram para ela uma quantia significativa de dinheiro, investimentos e propriedades. Esses recursos financeiros permitiam que ela mantivesse seu alto padrão de vida, mesmo sem trabalhar.
No entanto, o dinheiro não era suficiente para preencher o vazio emocional que Catarina sentia. Ela se refugiava em seus dispositivos eletrônicos, buscando conforto e companhia nas telas. Ela evitava compartilhar sua vida, seus segredos e sua riqueza com os outros, temendo que eles a julgassem ou a vissem apenas como uma pessoa privilegiada. A vida de Catarina era uma prisão invisível, uma gaiola de solidão que ela mesma criou. Mas dentro dela, havia uma chama de esperança. Um dia, ao assistir um filme inspirador em seu streaming, algo mudou dentro de Catarina. Ela percebeu que estava deixando o sol lá fora, enquanto se mantinha em uma escuridão autoimposta.
Decidida a mudar, Catarina começou a se abrir para o mundo exterior. Ela buscou terapia para lidar com seu trauma e encontrou um grupo de apoio para pessoas com deficiência. Ela descobriu que existiam pessoas que entendiam sua dor e que estavam dispostas a compartilhar suas vidas com ela. Catarina também usou sua riqueza para ajudar os outros. Ela começou a doar para instituições de caridade, apoiar projetos de inclusão e se envolver com causas que eram importantes para ela. Ela descobriu que a verdadeira riqueza não estava nas posses materiais, mas sim nas conexões humanas e na capacidade de fazer a diferença na vida dos outros.
À medida que Catarina deixava o sol entrar em sua vida, ela encontrava novas formas de superar sua solidão. Ela se abriu para amizades verdadeiras, encontrou um propósito maior e descobriu a alegria de compartilhar sua vida com os outros.
E assim, Catarina começou a viver uma vida mais plena e significativa. Ela aprendeu que os segredos e a solidão não eram seus aliados, mas sim obstáculos para sua felicidade. Ao se abrir para o mundo e compartilhar sua vida, ela encontrou a verdadeira riqueza: o amor, a conexão e o poder de fazer a diferença na vida das pessoas ao seu redor.
O nome dela era Bárbara, cujos olhos e o olhar eram de arrepiar. Seus olhos verdes profundos encantavam todos que os encontravam, mesmo à distância. Um dia, em um encontro casual, seus olhos cruzaram com os de Ricardo, e nesse momento, um intenso amor arrebatou os dois.
Desde o primeiro encontro, Bárbara e Ricardo mergulharam em uma tórrida paixão. Cada momento juntos era repleto de intensidade e conexão profunda. Suas conversas eram envolventes, suas risadas eram contagiantes e cada toque era eletrizante. Eles se entregaram completamente a essa paixão avassaladora. Os três meses seguintes foram preenchidos por momentos inesquecíveis. Eles exploraram juntos a cidade, desvendando segredos escondidos em cada rua. Viajaram para lugares desconhecidos, compartilharam aventuras e criaram memórias que pareciam durar uma eternidade.
Porém, assim como o amor surgiu de forma intensa, também acabou de forma brusca. Um dia, quando tudo parecia perfeito, Bárbara e Ricardo se encontraram em uma encruzilhada. O que antes era pura paixão, começou a ser obscurecido por diferenças irreconciliáveis. Bárbara, embora apaixonada, carregava consigo um profundo medo de compromisso. Ela tinha sido ferida no passado e, inconscientemente, criou barreiras para evitar se machucar novamente. Por mais que amasse Ricardo, o medo de se entregar totalmente e ser vulnerável começou a afetar o relacionamento.
Ricardo, por sua vez, desejava um amor completo e uma parceria duradoura. Ele ansiava por construir uma vida juntos, compartilhar sonhos e enfrentar desafios lado a lado. No entanto, a relutância de Bárbara em se abrir completamente para ele começou a gerar frustração e desgaste emocional. Os momentos intensos que eles vivenciaram começaram a ser obscurecidos por discussões constantes e desentendimentos. A paixão que antes os unia agora parecia incompatível com as expectativas e necessidades de cada um. Aos poucos, o amor queimante se transformou em cinzas.
No final, Bárbara e Ricardo perceberam que, apesar do amor intenso que sentiam um pelo outro, não poderiam continuar a viver em um relacionamento baseado em inseguranças e obstáculos emocionais. Ambos precisavam encontrar sua própria paz e curar suas feridas antes de poderem se entregar plenamente ao amor. E assim, o amor que arrebatou Bárbara e Ricardo terminou tão bruscamente quanto começou. Eles se separaram, levando consigo as lembranças dos momentos intensos que compartilharam. Mas, em seus corações, eles sabiam que o fim desse amor não significava o fim de sua jornada pessoal em busca da felicidade e do amor verdadeiro.
Bárbara e Ricardo seguiram caminhos separados, cada um em busca de sua própria cura e crescimento pessoal. Eles aprenderam lições valiosas com aqueles três meses intensos, lições que moldariam seus futuros relacionamentos. Embora o amor tenha terminado, a lembrança de seus olhos nos olhos sempre permanecerá como um lembrete de uma paixão avassaladora que uma vez existiu.
Neste conto, “Um Dia Perfeito”, vamos mergulhar na vida de Marcela que devido a seus padrões estéticos se sente invisível não apenas a sociedade mas também no seu emprego. Mesmo em casa, ela já percebe indiferença, mas até quando essa indiferença é real? Até quando essa invisibilidade é real ou somente uma ilusão de Marcela? Como isso impacta a vida de Marcela?
Marcela, uma jovem de 26 anos, sempre se sentiu como se fosse invisível no emprego e na sociedade. Sendo gordinha, ela carregava o peso não só de seu corpo, mas também da falta de reconhecimento e aceitação por parte dos outros. Na empresa onde trabalhava, os colegas apenas a suportavam, e ela não tinha muitos amigos para contar. Em casa, morava com os pais e mais 3 irmãos, em um ambiente onde não faltava conforto material, mas a conexão emocional e o apoio eram escassos. Os irmãos, imersos nas redes sociais e na busca por likes, pareciam distantes e desconectados da realidade de Marcela. Todas as manhãs, Marcela acordava com um peso no peito, a sensação de não pertencer a lugar nenhum e a solidão como sua companheira constante. No entanto, em uma manhã aparentemente comum, algo mudou. Assim que abriu os olhos, Marcela sentiu uma diferença sutil, uma sensação de leveza e paz interior que ela nunca havia experimentado antes. Era como se algo dentro dela tivesse mudado, não fisicamente, mas espiritualmente.
Ao longo desse dia, Marcela experimentou algo que nunca imaginara ser possível. Pequenos gestos de gentileza e compreensão surgiram em seu caminho, desde um sorriso acolhedor de um colega até uma palavra amiga de um estranho na rua. As situações que antes a incomodavam pareciam perder sua importância, e ela se viu enxergando o mundo com novos olhos. Durante o almoço, um colega que nunca havia prestado muita atenção em Marcela sentou-se ao seu lado e puxou conversa. Surpreendentemente, ele não estava ali por obrigação ou cortesia, mas genuinamente interessado em conhecer mais sobre ela. Aquela simples interação foi o suficiente para aquecer o coração de Marcela e fazê-la sentir-se valorizada.
Ao retornar para casa, Marcela encontrou seus irmãos envolvidos em uma discussão trivial sobre redes sociais. Em vez de se sentir excluída, ela decidiu se juntar a eles e compartilhar suas próprias experiências do dia. Para sua surpresa, os irmãos a ouviram atentamente, demonstrando um interesse genuíno em sua vida e experiências. Ao deitar-se na cama naquela noite, Marcela refletiu sobre o dia que havia tido. Ela percebeu que, mesmo nos momentos mais simples e cotidianos, era possível encontrar beleza e significado. O que tornou aquele dia perfeito não foram circunstâncias extraordinárias ou eventos grandiosos, mas sim a mudança em sua própria percepção e a conexão humana que ela havia experimentado.
Marcela adormeceu com um sorriso nos lábios, sentindo-se grata pela jornada emocional que havia vivido. Na manhã seguinte, ao acordar, ela sabia que o mundo ainda poderia ser um lugar desafiador, mas agora ela carregava consigo a certeza de que, mesmo nos dias mais difíceis, a possibilidade de um dia perfeito sempre estaria ao seu alcance.
Em “Apenas uma Noite“, mergulhamos na história de Carlos e Jane, dois estranhos cujos destinos se cruzaram de forma inesperada e intensa em uma única noite. O encontro fortuito na saída dos banheiros do show da banda Legião Urbana desencadeou uma série de eventos que os levariam a uma experiência de paixão e prazer sem precedentes.
Carlos e Jane, sem trocar palavras, encontraram-se em um momento de pura química e atração. O toque de seus olhares foi o suficiente para acender a chama da paixão entre eles, levando-os a um beijo ardente e apaixonado que os deixou sem fôlego. Durante o show, eles se procuraram na multidão, mas o destino parecia brincar com eles, mantendo-os separados até o final da apresentação. Foi somente ao saírem do local do show, na porta de saída, que Carlos e Jane se reencontraram. O desejo mútuo e a sensação de conexão instantânea os impulsionaram a passar mais tempo juntos, decidindo embarcar em uma jornada de prazer e intensidade. Sem pensamentos sobre o futuro, sem preocupações com o passado, eles se entregaram um ao outro em uma noite de paixão e entrega total.
O motel foi o cenário onde seus corpos se uniram em uma dança de desejo e prazer, explorando cada centímetro da pele um do outro, perdendo-se nas sensações avassaladoras do momento. Não houve troca de nomes completos, informações pessoais ou contatos. Foi uma experiência desvinculada de qualquer compromisso ou expectativa, uma celebração da liberdade e do prazer fugaz que a vida pode oferecer. No entanto, ao amanhecer, a realidade os alcançou. O sol nascente trouxe consigo a consciência de que aquela noite intensa e apaixonada era apenas um breve instante no tempo, um vislumbre de felicidade que logo se dissiparia. Carlos e Jane se despediram sem promessas de reencontro, sem garantias de um futuro juntos. O que compartilharam foi único, intenso e efêmero, uma memória que os acompanharia para sempre, mas que não poderia ser repetida.
E assim, Carlos e Jane seguiram caminhos diferentes, levando consigo a lembrança daquela noite inesquecível, onde o amor e o desejo se fundiram em uma explosão de emoções. Carlos partiu no seu carro, enquanto Jane ficou aguardando o Uber, colocou seu fone de ouvidos e inesperadamente tocava “Será” da banda Legião Urbana, o que a deixou mais pensativa sobre a noite que tinha passado. O mistério do encontro fugaz e a separação inevitável foram o que os uniram e também o que os afastaram, deixando para trás uma história de paixão e entrega que nunca mais se repetiria.
Deixa eu te falar sobre o que é a série de contos “Pequenas Histórias de Amor & Ódio”: “são histórias do cotidiano, onde ficção e realidade se confundem provocando sensações e emoções de maneiras adversas em cada leitor, contos rápidos que servem para entreter e criar um escape para a realidade e explorar possibilidades infinitas. Compartilho várias visões, onde rir e chorar estão numa linha tênue que expõem nossas fraquezas, mas que fortalece nossa confiança num mundo melhor.” APROVEITE!