Crítica: cd “Dropout Boogie” – The Black Keys

Uma das bandas mais legais surgidas nos anos 2000 é o duo The Black Keys, composto pelo guitarrista/vocalista Dan Auerbach e o baterista Patrick Carney, e eles retornam com o bom álbum Dropout Boogie.

Você não encontrará nada comparado ao excelente hitLonely Boy”, mas o álbum traz bons momentos, caso da parceria com Billy Gibbons (ZZ Top) em “Good Love”. Mas os melhores resultados estão em “Your Team Is Looking Good” com uma batida crua e letra direta “Ei, ei, ali, seu time parece bom / Seu time parece bom, mas não tão bom quanto o nosso”. “Wild Child” tem poderoso solo de guitarra e uma letra bem bacana: “Você é um doce sonho / Com um coração terno e um belo sorriso / Mas as coisas não são o que parecem / Então vou te deixar ir embora e sonhar por um tempo”. E “It Ain’t Over” é uma balada honrosa com versos como “Dinheiro e amor são coisas incertas / Você vive por uma emoção, você morre por um sonho” e “Então tente raciocinar em sua cabeça / Sonhos se tornam realidade de vez em quando”.

É um disco bom com pegada de um rock moderno, coisa que a banda sabe fazer de melhor e que bom que isso continua presente aqui. 7

Crítica: série “Darby and Joan” (AcornTV)

Pensa numa série que você vê um trailer e acha que não vai dar em nada, não é o caso aqui de Darby and Joan, estrelada por Bryan Brown e Greta Scacchi: a série entrega o que se propõem e além de tudo é divertida e descontraída.
Um senhor e uma senhora com problemas normais de relacionamento, se encontram e se completam. E em cada episódio a atração entre eles aumenta e você imagina que acabará em uma paixão arrebatadora, mas terá que descobrir até o final do oitavo episódio. A trama inicial com Joan tentando descobrir como seu marido morreu na Austrália mas que deveria estar em viagem pela Espanha, dá início ao encontro dos dois e em cada episódio pelas belas paisagens australianas vão trazendo tramas leves e divertidas que nem dá para ver o tempo passar. Enquanto Joan tenta descobrir quem na realidade era seu marido, o ex-policial Darby revive seus fantasmas do passado e tenta resolver seus problemas familiares e de relacionamento

O carisma e a sintonia entre o casal é o ponto alto da série, que fica com um gostinho de quero mais uma temporada e é uma das grandes séries do ano. 9  

Crítica: cd “Capital Inicial 4.0” – Capital Inicial

Comemorando 40 anos de carreira o Capital Inicial lançou o álbum 4.0 e decepciona, não pela qualidade mas por que poderia ter entregue alguma novidade.

40 anos de carreira e com um legado de grandes músicas do rock nacional, a banda poderia pelo menos lançar um álbum inteiro com músicas novas e não apenas releituras. Mas aí eu fiquei pensando: a banda não quis lançar nada novo ou não conseguiu criar algo novo? Tá certo que o novo lançamento traz músicas com novas roupagens e boas parcerias, mas a banda não pode viver apenas do passado e ainda precisa evoluir se quiser agradar outros públicos. Mas é claro que nada está perdido, as boas entregas ficam por conta das parcerias com Samuel Rosa “Tudo que Vai”, Pitty “Passageiro”, Marina Sena “Natasha” e Ana Gabriela “Fogo”. Mas falta MAIS e a bela “Amor em Vão” inédita com Samuel Rosa ficou de fora.

É claro que para os fãs tudo pode estar perfeito, mas quando vê-se a história da banda, eles poderiam ter entregue mais principalmente mostrando que o rock brasileiro não morreu e está voltando com força e muito mais criativo. 8

Fique atento: o show em comemoração é um espetáculo à parte, a banda entrega o melhor show de rock nacional do ano, se puder não perca pois você pode se arrepender.

Crítica: filme “Pantera Negra 2 – Wakanda para Sempre”

O filme Pantera Negra 2 é sobre vingança e redenção, mas tendo como pano de fundo principal uma justa e digna homenagem a Chadwick Boseman, que caiu como uma luva no papel do protagonista e príncipe T’Challa.

Para alguns a homenagem pode ser em demasia e muito melodramático, mas reflete a grande perda para os fãs da MARVEL, que sempre honrou tudo o que Boseman fez pelo personagem em sua carreira.
Lupita Nyong’o, Nakia, se supera e entrega ótimos momentos, enquanto Letitia Wright, Shuri, tem momentos dramáticos e de vingança muito bem distribuídos, mas mesmo assim não é uma grande atuação da atriz e a expectativa dela assumir a pele do Pantera Negra naufraga. A vingança em questão é contra Namor (Tenoch Huerta), rei de Talokan e que tem belas e ótimas cenas de ação, elevando a felicidade do espectador. Mas Namor foi retratado como vilão e quem conhece sua estória sabe que não é bem assim, aqui ainda mais visível pois ele está defendendo a sua nação mas que o torna o principal vilão do filme.

O filme, no meu ponto de vista, é um dos melhores da MARVEL, não vai concorrer ao oscar mas fecha uma grande fase do super herói. Gostei bastante da atuação de Tenoch Huerta (Namor) mas me decepcionei com Letitia Wright (Shuri), que não convence. 9

Uma atenção especial na cena pós créditos: esclarece e dá uma esperança de algo bom para o futuro, e assim eu espero que a MARVEL reaja a tantos comentários negativos quanto a Shuri assumir este importante papel no cenário dos heróis.

Crítica: filme Adão Negro (DC)

Eu nunca li nenhum gibi do herói Adão Negro da DC, mas sabia dos seus poderes e que poderia ser comparado ao Super Homem, ou seja, seria um belo embate. Após assistir ao filme, apenas dois pontos me deixaram contentes. Primeiro: é um filme com muita ação, desde o início até o fim. Mas nem isso e nem Viola Davis salva o filme da DC. Eu imagino que a DC esperava uma guinada com este lançamento: ter melhor reconhecimento da suas produções e seus heróis e ter mais retorno financeiro, mas Adão Negro decepciona. Porque? Não sei, mas falta algo mais e por isso o filme é bom, apenas isso BOM.

Dwayne Johnson caiu bem na pele de Adão Negro, assim como Pierce Brosnan como Senhor Destino e Quintessa Swindell como Cyclone que não deixam a peteca cair.

Mas falta algo mais e este é o meu segundo ponto, falta uma emoção que nos dá esperança de algo melhor para o futuro da DC e que só vem no pós créditos: o encontro de Superman e Adão Negro. É uma baita expectativa para o futuro, mas novamente friso que a DC ainda vai permanecer por um longo tempo na sombra da MARVEL, em bilheteria e produção. Como o filme é bom, vale pela diversão e pancadaria, não deixe de assistir e conhecer este “improvável herói”. 7

Crítica: Experiência razoável no restaurante “Steak Bife” do chef Jacquin se torna uma visita sem volta

Se você conhece o restaurante CT Boucherie do Claude Troisgros no Rio de Janeiro, essa é a comparação que deverá fazer quando conhecer o Steak Bife do chef Erick Jacquin.

Na segunda-feira, dia 14/11, fui visitar o novo restaurante do chef celebridade Erick Jacquin localizado no térreo do Hotel Hilton Garden Inn na avenida Rebouças, aqui em Sampa, e confesso que fiquei muito decepcionado, tanto pelo atendimento quanto pela comida proposta. Na chegada, me colocaram para esperar no bar, mesmo tendo mesas disponíveis fiquei quase 15 minutos esperando, acho que porque faltava alguém para limpar as mesas. Ponto negativo: parece que não estavam esperando tanto movimento para uma segunda-feira véspera de feriado. Mas enfim, vamos falar da comida que é o que interessa.

Iniciando com as batatas bravas, estavam boas e com a pimenta na medida certa. A salada “inspiração do chefe” foi decepcionante, apenas de folhas verdes e com um molho simples. Acho que o chef não estava muito inspirado. 🤣. No prato principal pedi uma fraldinha ao ponto (com molho de vinho e bacon, meia cebola e meio tomate assados) que estava uma delícia. Mas os acompanhamentos em rodízio (limitados a espinafre, batatas gratinadas, arroz com funghi, arroz primavera, penne, salpicão e maçã assada) só chegaram porque eu pedi (já tinha comido mais da metade da carne), serviço muito demorado e garçons despreparados. Ouvi outras mesas reclamando do ponto da carne e do atendimento então não é uma birra minha, somente para deixar claro. E isso fez eu não pedir a sobremesa, que pelas opções estavam com um preço salgado.

Em São Paulo muitas vezes apenas o nome basta para atrair clientes, mas a impressão que fica é que Jacquin está apenas surfando na onda do atual sucesso televiso e deixando a qualidade de lado de seus restaurantes. E isso é uma pena, pois quem já tomou um tombo feio deveria crescer e ter mais atenção no que realmente interessa neste meio: a satisfação do cliente.

No final das contas: Steak Bife tenta ser uma cópia do CT Boucherie, mas não consegue competir com as poucas opções e principalmente pela qualidade, com certeza, é um restaurante que eu não vou voltar.

Ah… a conta ficou em R$ 157,00 😡, com atendimento e apresentação 👎🏻 e sabor que pode evoluir.