Crítica: 🎞️ “Som da Liberdade” é o melhor drama do ano, se você esquecer todas as polêmicas

Título original: Sound of Freedom 
Ano: 2023
País: Estados Unidos
Direção: Alejandro Monteverde 

Se prepare para muita emoção, pois é o melhor filme que você vai assistir este ano, uma ótima história e com, possivelmente, um ator que será indicado ao próximo Oscar: Jim Caviezel.

O tema do filme não é somente atual mas há muitos anos a sociedade, políticos e governos parecem fechar os olhos para tanta violência contra as crianças e não querem se envolver e gastar tanto dinheiro. Também, nos dias de hoje, é um tema pouco explorado em grandes franquias cinematográficas, mas aqui acaba abrindo portas para discussões a respeito de uma dura realidade mundial: a pedofilia e o tráfico de crianças na América Central e do Norte, expanda um pouco mais e verá que temos isso em todo o mundo, seja formador deste tráfico quanto receptor destas crianças. Acima de tudo você deve esquecerei a polêmica de direita ou esquerda americana e tudo o mais que está permeando o filme e se concentre no história, entendendo, como funciona este submundo do crime específico e suas consequências mundiais. É uma dura e amarga realidade mundial. 😔

O filme, baseado em fatos reais, retrata a dura missão de um agente americano em tentar acabar com o tráfico sexual infantil e também encontrar as crianças exploradas. A saga do agente especial do governo dos Estados Unidos, Tim Ballard (Jim Caviezel) tem início quando ele resgata o pequeno Miguel (Lucas Ávila) e o menino pede ao agente que encontre também a sua irmã, Rocío (Cristal Aparício), com uma ótima atuação. Mas para tentar chegar a menina, Tim esbarra na burocracia que enfrenta como funcionário do Estado, cansado ele se demite para tentar resgatar a menina por conta própria. Tim entra no complexo submundo do trafico de criança para tentar encontrar Rocio, mas se abala quando começa a ver a dura realidade que abrange a operação: crianças de seis anos sequestradas e vendidas diariamente e várias vezes no mesmo dia e muitas sem conexão ou informação, são usadas para exploração sexual e trabalho escravo movimentando bilhões de dólares. A esposa de Tim, Katherine Ballard (Mira Sorvino) apoia o marido na sua decisão, mesmo sabendo dos perigos e riscos que ele vai encontrar na sua jornada. O foco é resgatar Rocio, mas ele vai conseguir fazer muito mais até porque Tim Ballard não vai fechar os olhos para o que o encontra a sua frente. Poucas pessoas estão prestes a ajudar, mesmo com dinheiro, mas o submundo gira em torno de dinheiro e o filme revela uma cascata jorrando sem fim.

A dura realidade explorado neste drama, traz pouca ação e muita emoção, em cenas cruciais que são bem desenvolvidas e que botam o espectador, em alguns momentos, até para chorar. Detalha como funciona todo o esquema que movimenta mais de $ 150 bilhões no mundo 👀, tendo os EUA como os maiores consumidores de sexo infantil e como rastrear o dinheiro das operações chegando, algumas vezes tentando chegar, nos grandes responsáveis. Claro que opiniões vão se dividir, por exemplo, quando digo que Jim Caviezel deverá ser indicado ao Oscar 2024, deve acontecer porque poucos filmes neste ano tem uma história tão emotiva, mas vão comparar a atuação dele com a do filme “A Paixão de Cristo”, mesmo assim eu acredito na indicação. 🤨

Você não vai se decepcionar e vai acompanhar uma incansável batalha para trazer um pedacinho da verdade a tona, num mundo tão doentio em que os “filhos de Deus não estão à venda“, mas que muitos acham que podem sair impunes de tanta violência. 9️⃣

Crítica: 🎬 “A Última Coisa que Ele me Falou” é mais uma ótima produção da Apple TV+

Série: “A Última Cois que Ele me Falou”
Lançamento: 2023
Canal: Apple TV+

A série começou cheia de fôlego e me prendeu logo nos primeiros episódios, com a sucessão de fatos acontecendo o tempo todo e todas as suas descobertas fazendo a gente querer devorar os episódios rapidamente.

Baseada no livro da escritora Laura Dave, já nos leva ao ponto sobre como a escritora consegue surpreender o leitor com reviravoltas impactantes e instigantes. Apesar de ser um drama familiar tem muito suspense que nos prende e empolga, narrando a história de Hannah (Jennifer Garner), uma mulher que procura a verdade sobre o desaparecimento do marido. Antes de sumir do mapa, Owen Michaels (Nikolaj Coster-Waldau) deixa uma mensagem para a esposa: “proteja a minha filha”. Quando era criança, Bailey (Angourie Rice) perdeu a mãe em uma tragédia, e agora, aos dezesseis anos, a jovem não quer nem saber de sua madrasta. Depois que Owen desaparece e seu chefe é preso pelo FBI, Hannah percebe que talvez o marido não fosse quem ele dizia ser. Bailey pode ter alguma informação sobre a verdadeira identidade do pai e a chave para desvendar o mistério ao redor do sumiço. Hannah e Bailey se unem para encontrar Owen e descobrir a verdade. No entanto, ao passo que juntam as peças do quebra-cabeças, elas percebem que estão construindo um futuro que não imaginavam. 😄

Na verdade, desde o início, a série cria uma expectativa de reviravolta no espectador: sobre com quem podemos contar na hora que a vida nos surpreende e consegue entregar de maneira inteligente uma trama bem desenvolvida e sem deixar pontas soltas. Por isso gostei da construção proposta na trama e focando apenas nisso, assim não tendo espaço para tramas paralelas. O foco é na investigação da protagonista sobre a vida do marido e os rumos que isso vai tomando. Portanto, as coisas são bem objetivas e diretas, mas tomando um rumo interessante e inesperado até a última cena.

É uma história bem desenvolvida, bons diálogos, uma protagonista bem construída e uma narrativa objetiva, com ação, suspense, fraude, máfia, crime e uma história de família e amor. Esta é a combinação que faz a série “A Última Coisa que Ele me Falou” ser ótima e chamar atenção. 8️⃣

Crítica: 🎞️ “Besouro Azul” surpreende, mas não tira a DC do “buraco” de filmes ruins

Algumas vezes você vai a uma estreia sem grandes expectativas e isso pode pode ser saudável: como não gerou expectativa, o que vier é lucro. Pensando por este prisma, o novo filme da DC, Besouro Azul, é uma grata surpresa. E tem alguns acertos que James Gunn (o novo bam bam bam da DC) pode observar para as próximas produções. 

O elenco, tirando Susan Sarandon, não é multi estrelado, mas não decepciona e entrega o que foi prometido: Xolo Maridueña, mexicano e personagem principal, nãocai na mesmice de outros heróis que querem surfar na onda das gracinhas de Deadpool entregando um personagem carismático. Bruna Marquezine, achei que seria apenas uma figurante, mas segura bem as pontas e sai por cima com uma boa atuação na sua estreia em uma grande produção. Em contrapartida as melhores atuações são do tio Rudy (George Lopez) e a surpreendente avó Nana (Adriana Barraza), que são de onde vem as cenas mais engraçadas e seguram bem as piadas e trejeitos.

O diretor Angel Manuel Soto entrega um Besouro Azul com elementos futuristas mesclado com a  cultura latina e não se sai mal, mesmo assim senti falta de mais cenas de ação e pancadaria. O roteiro também é interessante e Gareth Dunnet-Alcocer (só conheci ele por conta do filme Miss Bala) explora bem as referências latinas e todo o drama da Família Reyes. Em resumo, muitos vão dizer que é o mesmo filme de heróis de sempre e vão gerar comparações com “Shazam!” e “The Flash”, mas esqueça isso, pois “Besouro Azul” é muito melhor, mas não apaga as últimas más produções da DC.

Crítica:📚 “A Biblioteca da Meia-Noite” de Matt Haig surpreende e cativa

“A Biblioteca da Meia-Noite” é uma obra literária intrigante e cativante, escrita pelo renomado autor Matt Haig.
Este romance habilmente tecido mergulha os leitores em uma jornada emocional através de temas como perda, solidão e a busca pelo sentido da vida. O enredo gira em torno de Nora, uma mulher que enfrenta uma crise existencial após passar por uma série de eventos traumáticos. A protagonista, em um momento de desespero, encontra-se em um lugar mágico e misterioso: A Biblioteca da Meia-Noite. Este local extraordinário transcende o tempo e o espaço, permitindo a Nora explorar vidas paralelas e possibilidades alternativas.
Haig tece sua narrativa com uma prosa elegante e reflexiva, envolvendo os leitores em uma teia de realidades alternativas e questionamentos profundos sobre identidade e escolhas. A ambientação da Biblioteca da Meia-Noite é ricamente detalhada, fazendo com que o leitor se sinta imerso nesse mundo fantástico e ao mesmo tempo íntimo.

O desenvolvimento dos personagens é outro ponto forte da obra: Nora passa por uma transformação emocional marcante à medida que navega pelas diferentes vidas que poderia ter levado. Suas interações com outros habitantes da Biblioteca, cada um com sua própria história e dilemas, acrescentam camadas à complexidade da trama. Embora o livro seja uma exploração profunda das emoções humanas, também apresenta momentos de humor e esperança. Haig equilibra habilmente os elementos mais sombrios com toques de otimismo, criando uma experiência de leitura envolvente e variada. No entanto, algumas partes da narrativa podem se arrastar um pouco, e em certos momentos, a complexidade das realidades alternativas pode confundir o leitor. Além disso, embora o desfecho seja satisfatório, algumas pontas soltas poderiam ter sido amarradas com mais firmeza.

Para finalizar, “A Biblioteca da Meia-Noite” é uma obra que desafia as convenções literárias ao explorar temas profundos por meio de uma premissa original e imaginativa. Matt Haig oferece aos leitores uma reflexão perspicaz sobre a vida, a morte e as escolhas que moldam nossos destinos.

Crítica: 🍽️ Restaurante Paparoto Cucica traz toda a criatividade da chef Dayse Paparoto em pratos saborosos

Campeã do Master Chef Profissionais e consultora do restaurante Carat, Dayse Paparoto agora pilota as panelas do seu próprio restaurante e é muito legal ver toda a criatividade da chef em seu próprio espaço, pra mim uma das melhores do Brasil. O Paparoto Cucina está no complexo JK Shopping. Além da comida italiana, Dayse contempla os clientes com um ambiente bem descontraído e aconchegante, com pratos instagramáveis, ou seja, prontos para fotos nas redes sociais, bonitos e muito saborosos. Mas vamos a comilança. 

O couvert da casa, é caro por pessoa, mas compensa com o ótimo pão “oncinha” e o ragu de linguiça e, se tiver com muita fome, não pode faltar. Claro que muitos vão falar que a Burrata em Crosta Crocante com Pesto é a melhor, que realmente é ótima, mas prefira o Ravioli de Gema, taí uma entrada que rouba a cena e é deliciosa, assim como a Salada com Figo Fresco, perfeita e saborosa. Se preferir todas as entradas, vai faltar espaço para as outras experiências.

Você pode ficar em dúvida quanto ao prato principal, mas como estávamos em três pessoas escolhemos e dividimos as sugestões: Filetto Grelhado Envolto em Massa Crocante, chama atenção na maciez e o tempero na medida certa, mas a massa crocante é apenas figuração. Enquanto o Rotolone à Bolognesa Especial da Chef é delicado e gostoso, a Costela Assada com Polenta Trufada e Rôti é o prato que enche os olhos, o estômago e esvazia o bolso. Saboroso, não necessita da faca para cortar pois se desmancha apenas com o garfo e é um dos pratos mais caro do cardápio. 

Nas sobremesas, o óbvio para as fotos, ficamos entre o Tiramissu ou o Vulcano de Cholocate, que realmente são muito bons, mas eu preferi o Creme Suflado e não me arrependi: o creme inglês faz toda a diferença no bolinho de amêndoas com goiabada, mesmo na sobremesa a apresentação não peca e tudo é gostoso.

O ideal é ir em duas ou três pessoas, pedir e dividir vários pratos, amenizando o bolso, mas mesmo com a conta um pouco pesada, com certeza, você não vai se arrepender. 

Crítica: 🎞️ Guardiões da Galáxia Vol.3 é uma explosão de boas sensações 

Corra ao cinema, ou a Disney, para ver a última obra de James Gunn pela Marvel, você não vai se arrepender.

James Gunn encerra sua participação na MCU com um filme de super heróis perfeito: tem muita ação e emoção, ótimo desfecho para todos os integrantes e muita música boa, o que dá até o momento o prêmio  de filme do ano da Marvel, mas claro que muita água vai topar embaixo desta ponte. Emoção: captar e explicar a história de Rocket foi um tiro certeiro e cheio de emoção e chega a causar comoção, não tem cabimento pensar que nós dias de hoje poderíamos ver algo assim, mas o set humano é imprevisível. Focar na família Guardiões também foi uma bela sacada, muitas vezes você encontra amparo onde não imagina, mas não na família e por várias razões, algumas até inexplicáveis. Ninguém conhece ninguém a fundo? Pode até ser, mas as situações que se apresentam ao nosso redor e no dia a dia é que vão dizer quem realmente é sua família, pode ser a de sangue ou quem você escolheu, as surpresas podem ser tanto boas quanto más. Ação e violência: o filme tem muita ação, mas também é o mais violento da trilogia e isso é empolgante demais. Não imagina isso, mas foi tudo perfeito: a violência de Rocket no Alto Evolucionário quando ele foge do cativeiro não é gratuita, fez por merecer cada soco e arranhão. Foi um dos meus pontos altos do filme. As cenas de ação e os efeitos visuais encantam e não fica devendo nada a nenhum outro filme da Marvel. Talvez, no futuro, sentiremos falta de James Gunn por conta disso?

Descartável é a participação de Adam Warlock, por mais eu goste do Warlock, acho que não caiu bem a sua participação, talvez num futuro entenderemos o que a Marvel projeta para o herói. 8

Crítica: 🎞️ The Flash, mais uma decepção da DC

O que você precisa saber: o filme se baseia na história em quadrinhos conhecido como Ponto de Ignição (Flashpoint, publicado em 2011) em que o Flash, volta ao passado para tentar impedir que sua mãe seja assassinada e seu pai seja injustamente condenado pela morte dela, quebrando assim o multiverso.

Dito isso não vá com grandes expectativas, porque ainda não estamos falando da nova fase da DC liderada por James Gun sendo assim, e apesar das muitas tentativas de engrenar, a DC e a Warner ainda continuam morrendo na praia e The FLASH não empolga.

Batman (Ben Afleck) e Mulher Maravilha (a belíssima Gal Gadot), tem boas cenas iniciais, assim como o Batman de Michael Keaton, mas quando entra a viagem no tempo o filme perde força e a empolgação diminui. Um Flash, um Ezra Miller ainda passa, mas dois foi um pouco demais, apesar de que achei que Ezra segurou bem as pontas fazendo duas personalidades completamente diferentes. A cena em que Flash e Batman libertam KARA, a Supergirl (Sasha Calle), é um dos poucos acertos, mas em alguns momentos os artistas parecem animação.

Ao som de The Racounters, “Salute Your Solution”, traz a batalha contra o General Zod (Michael Shannon) e este é o ponto alto do filme que decreta as mortes de Supergirl e Batman, mas os dois Flash voltam no tempo e refazem os acontecimentos, mesmo assim não conseguem salvá-los. E isso fica num loop constante, tentando várias vezes e retornando os acontecimentos para salvá-los. E aqui cai por água abaixo todas as minhas melhores expectativas. Cada tentativa recebi outros acontecimento que vão além do entendimento de Barry.

A cena pós crédito traz Aquaman (Jason Momoa) embriagado tentando conversar com Barry Allen, sob chuva cai numa poça de água e fica dormindo enquanto Barry vai comprar mais cerveja. 😂 Desnecessária.

E é somente isso? Ah, George Clooney (Batman & Robin, 1997), também aparece mas como George Clooney mesmo.

Ezra Miller até tenta fazer The Flash mais alegre e despojado mas, acredito eu, até os maiores fãs da DC e do velocista vão se decepcionar. 6

Crítica: Velozes e Furiosos X é espetacular como todo filme de ação deveria ser

Tenha uma certeza quando for assistir a este filme: tudo que te explicaram na escola sobre a gravidade não existe, o impossível não existe 😂 e se divirta. O grande elenco, além de Vin Diesel, traz Michelle Rodriguez, Jason Statham, Tyrese Gibson, Brie Larson, Charlize Theron, Ludacris, John Cena, Sung Kang e Jordana Brewster além de algumas novidades. Agora alguns comentários com spoiler:

A história que permeia o filme, além das questões familiares, é de um inimigo buscando vingança e isso expande ainda mais as viagens internacionais. No meio de tanta ação, o quebra pau de Letty (Michele Rodriguez) e Cyber (Charlize Theron) ficou vago, acho que foi apenas para mostrar duas gostosas brigando, numa clara “exploração” da beleza feminina. Jason Statham retorna para salvar sua mãe (Helen Mirren). Além disso, o diretor Louis Leterrier leva ação ao extremo e muitas vezes impossíveis mas que traz muito diversão ao telespectador, inclusive as várias perseguições pelo mundo, principalmente em Roma. Manobras surreais permitem que eles escapem de situações impossíveis, em uma destas está na sequencia de perseguição de Don a Dante pelo sequestro de seu filho, pois em determinado momento o menino de 12 anos abre a porta do carro e numa manobra planejada por Don, o menino voa de um carro para o outro e cai no banco do passageiro, sendo assim salvo pelo pai. Simples assimJason Momoa, Dante, é o grande, imbatível e o melhor vilão de todos os filmes, numa atuação sensacional: um sociopata cheio de manias e trejeitos graciosos que ganha todas as cenas em que atua.
As aparições de Gal Gadot levou o cinema abaixo, com muita empolgação e na cena pós crédito com The Rock e que explica porque Dante procura vingança. Mas que pegará fogo na segunda (ou ainda terceira) parte do filme.
Sim, esta é a primeira parte do filme mas vale muito a pena a diversão. Aproveite e divirta-se. 8

Crítica: série “A Garota na Fita” (Netflix)

Inspirada no livro de Javier Castillo, La Chica de Nieve, esta série de suspense psicológico é extremamente eficiente e cheia de surpresas. Estagiária de jornalismo do principal jornal de Málaga e sobrevivente de um estupro, Miren Rojo (Milena Smit), se envolve na investigação do sumiço da garota Amaya Nuñez, de seis anos, que desapareceu durante uma das festas mais importantes de Málaga. Após 6 anos e nada descoberto, eis que Miren recebe na redação do Jornal um pacote com uma fita sugerindo que Amaya ainda está viva.

E então a história toma forma e as idas e vindas cronológicas ajudam a explicar os fatos. O quinto epsódio inicia mostrando os raptores e esclarecendo toda a situação, mas apesar do suspense todo ser intrigante a série derrapa em não esclarecer alguns assuntos que poderiam ser melhores explorados: a incompetência da polícia, pois é Miren quem descobre e soluciona todo o mistério, o estupro de Miren em que ninguém fala mais nada, o divórcio dos pais de Amaya que não é mostrado o que aconteceu e como chegaram a isso e a investigação que vem a tona sobre um grupo de abusadores (que pode ou não estar ligado ao estupro de Miren) que há tempos já está em ação na região.

Olhando tudo que a série poderia entregar fica um gostinho de “quero mais”: tem um final muito bom para Amaya/Julia mas as outras questões podem ficar sem solução, pois ainda não houve a confirmação de uma segunda temporada. O ano começa com uma boa série e que está virando hit na Netflix. 8

Crítica: ambiente agradável e comida saborosa do restaurante JAM ganha mais um frequentador

A culinária japonesa a muito tempo está em evidência no mundo e em São Paulo não seria diferente: os restaurantes japoneses se multiplicam na cidade e cada um com o seu diferencial (ainda vou escrever sobre o meu rodízio preferido por enquanto o Aoyama Jardins), especialidades e com muito sabor.

Não sou adepto de atum ou peixe branco, mas o salmão com suas variáveis me apetecem demais e isso você encontra já no pedido de uma entrada: Shake Hara barriga de salmão com palha de batata doce e um molho com raspas de limão. O prato principal foi o Fusion Sushi com uma bela fusão de ingredientes tradicionais e contemporâneos é um dos ótimos pratos principais. 🍣

Como são tantas opções e os garçons abordam com várias indicações, retornei ao menu de entrada: o Ussuzukuri Trufado com molho trufado, ovas e pimenta dedo-de-moça é excepcional. Baterá de Salmão é um sushi prensado com cebolinha, raspas de limão siciliano, ovas, skin e layu, está perfeito. Enquanto que o Crispy Salmon Skin traz o salmão envolto com pele crocante, pepino fatiado e molho spicy, coberto com crispy de alho poró, é a minha pedida final para encerrar com chave de ouro as delícias e variações com salmão. 😋

O chef sugere e eu não tenho como recusar: a sobremesa é Sweet Sushi uma casquinha crocante com sorvete, morango, raspas de limão siciliano e aceto balsâmico.

Não é um restaurante para visitar todos os dias, mas com certeza você não sairá decepcionado, pois tem ótimo atendimento, apresentação e sabor 👍. Um restaurante completo e que definitivamente ganhou mais um frequentador.

Ah… a conta ficou em “salgados” R$ 275,00 mas compensada pela maravilhosa experiência.