livroDaQuinzena: O Clube do Crime das Quintas-Feiras – Richard Osmar

SINOPSE: toda quinta, em um retiro para aposentados no sudeste da Inglaterra, quatro idosos se reúnem para — segundo consta na agenda da sala de reunião — discutir ópera japonesa. Mas não é bem isso que acontece ali dentro. Elizabeth, Ibrahim, Joyce e Ron usam o horário para debater casos policiais antigos sem solução, confiantes de que podem trazer justiça às vítimas e encontrar os responsáveis por algumas daquelas atrocidades do passado. Com todos os integrantes acima dos setenta anos, o Clube do Crime das Quintas-Feiras não é a equipe de detetives mais convencional em que se conseguiria pensar, mas com certeza está mais do que acostumada a fortes emoções. Afinal, Joyce foi enfermeira por décadas, Ibrahim ajudou pacientes psiquiátricos em situações dificílimas, Ron era um reconhecido líder sindical e Elizabeth… bom, digamos que assassinatos e redes de contatos sigilosas não eram nenhuma novidade para ela. Quando um empreiteiro local com projetos bastante questionáveis na cidade aparece morto, o grupo tem a oportunidade de seguir as pistas de um caso atual. Apostando em seus semblantes inocentes e habilidades investigativas estranhamente eficazes — além de trocas de favores clandestinas com a polícia, que, apesar de todos os esforços, parece estar sempre um passo atrás de seus colegas amadores —, os quatro amigos embarcam em uma aventura na qual as mortes do presente se entrelaçam com antigos segredos, e em que saber demais pode trazer consequências perigosas.

COMENTÁRIO: sabe aquele livro que, mesmo com as melhores críticas, você acha que não vale a pena mas mesmo assim compra? Isso aconteceu aqui e foi uma grata surpresa. Uma história ótima, contada de forma descontraída que prende o leitor e deixa completamente satisfeito. 10

1série: Round 6 (Netflix)

É da Netflix e sul coreana a série mais perturbadora do ano: ganância, exploração de trabalhadores, manipulação, rejeição e assassinatos. Até onde vai a sensatez humana e qual limite de cada pessoa? Em episódios eletrizantes e sangrentos, a série é uma grande surpresa e tem um ótimo final. O desespero dos 456 participantes faz com que o prêmio milionário seja a salvação para todos, o que eles não contavam é que teria apenas um ganhador, ou seja, não pode haver divisão da premiação. Esta premissa é demonstrada já na primeira prova (são 6 provas ou 6 rounds): uma boneca gigante conta “batatinha frita 1, 2, 3…” e o participante que se mexer, morre. Daí em diante tudo muda e cada participante vai lutar não apenas pelo prêmio mas para se manter vivo. O final surpreende e abre espaço para uma nova temporada.

9… pode ser perturbador, mas é uma das melhores séries do ano.

1opinião: GRÊMIO 1 x 2 Sport (Campeonato Brasileiro)

A escalação do Grêmio não teve novidades, ainda com jogadores importantes machucados teve a volta do Douglas Costa. E o principal: o apoio da torcida, mas nem isso resolveu.

Por mais que tenha pressionado desde o início a chance somente apareceu aos 30 minutos numa cabeçada de Borja por cima do gol. Depois Gabriel Chapecó pegou um chute de Hernanes. Borja bateu de fora da área e o goleiro defendeu. O primeiro tempo o que se viu foi um time nervoso e por vezes individual.

O segundo tempo início da mesma maneira, pressão do Grêmio, mas com Campaz e Guilherme Guedes em campo. Mas tomou gol, no rebote de uma cobrança de falta que Chapecó falhou e rebateu para frente. E o Sport fez o segundo no contra-ataque. Campaz meteu uma bolaça no travessão. Douglas Costa fez um golaço.

Vanderson novamente o melhor em campo. Ferreira continua pipocando e quando teve chance não aproveitou, foi o pior em campo. Éverton entrou e foi inoperante.

Na volta da torcida à arena, o Grêmio repetiu os erros na criação e perdeu mais um jogo em casa e permanece no Z4. Felipão ainda não tem um time e nem jogadas, somente cruzamentos para a área que consagraram a zaga do Sport. Sem padrão de jogo, time limitado a individualismo e com pouca inspiração, nasa demonstra que possa livrar o Grêmio do rebaixamento.

1clássico: Free – “All Right Now”

Free foi uma banda de hard rock britânica formada em 1968, em Londres, por Paul Kossof (guitarra), Paul Rodgers (vocais), Simon Kirk e Andy Fraser (baixo). O sucesso veio a partir do álbum Fire & Water (1970) e emplacou vários hits na carreira, como: “I’m a Mover”, “Come Together in the Morning”, “My Brother Jake”, “Soon I Will be Gone”, “Get Where I Belong”, “Oh I Wept”, mas o meu clássico é “All Right Now”.

Não escolhi essa música por ser o maior sucesso da banda, mas simplesmente porque é a que eu mais escuto deles: “Lá estava ela na rua / Sorrindo da cabeça aos pés / Eu disse: Ei, o que é isto? / Agora talvez, querida / Talvez ela precise de um beijo / Eu disse: Ei, qual seu nome? / Talvez tenhamos algo em comum”.

Aumente o volume e curta ao máximo o som do Free, uma das grandes bandas de hard rock mundial.

1álbum: Foo Fighters – Medicine at Midnight

David Grohl fez do Foo Fighters uma das melhores bandas de rock do mundo, mesmo após ter sido integrante do Nirvana. E o novo trabalho, Medicine at Midnight, é mais um petardo: cheio de hits, puro, simples e direto. A abertura com “Making a Fire” tem refrão pegajoso, mas entrega o que está por vir (é uma das minhas músicas preferidas do álbum). “Shame, Shame” tem boa pegada e é hit certo. “Cloudspotter” tem riff marcante, vocal gritado no refrão. Começa devagar, vai ganhando empolgação até chegar ao final poderoso. “Waiting on a War” é mais leve, apesar do tema pesado (Eu espero por uma guerra desde que era jovem / Desde que eu era um garotinho com um brinquedo de arma / Nunca quis ser o número um / Só queria amar a todos) e parece aquelas baladas que a banda sempre faz. A faixa título, “Medicine at Midnight” parece uma faixa antiga, mais rock e sem muito peso é uma grande canção. “No Son of Mine” é porrada pura. O trio que fecha o álbum tem “Holding Poison” é um rock básico, com bons riffs de guitarra e refrão bacana (pra mim a melhor do álbum), “Chasing Birds” é uma baladaça e “Love Dies Young”, termina como começou com riff empolgante e um clima pra cima. O retorno da banda é impecável.

É provável que alguns não gostaram do álbum, com certeza arrebatara novos fãs, mas Medicine at Midnight não deixa pedra sobre pedra e mostra porque este é o disco de rock do ano e Foo Fighters a melhor banda. 10