Conto: “A Dor e a Tristeza”

O retorno da praia, num final de semana normal não poderia ter terminado de forma pior, pensavam alguns, afinal apenas Gael havia sobrevivido no terrível acidente que tirava a vida de seus pais e mais quatro pessoas em outros dois carros. O motorista do caminho, causador do acidente, também havia sobrevivido e com poucos arranhões, apesar de não estar bêbado, foi o causador do acidente por ter dormido ao volante. 

Gael, mesmo sabendo que o motorista do caminhão foi o causador do acidente, se sentia culpado por chamar a atenção dos seus pais várias vezes na rodovia, pois sempre queria mostrar algo no celular ou no tablet. Ele estava triste e essa tristeza se transformava em dor, não dor física, mas somente emocional. A tristeza erguia obstáculos diariamente e ele não conseguir transpor, pois cada tentativa o consumia a ponto dele ficar exaurido.

E ele sentia dor. Uma dor pulsante que crescia em seu interior e cada vez mais o sufocava. Sentia a dor da perda o arranhar, deixando marcas não expostas. 

Dor, tristeza e desespero, sentimentos complexos e abafados mesmo numa cidade como São.

(imagem gerada por IA)

Mesmo sendo bonito, ainda com vinte anos, uma situação financeira estável e um emprego que lhe proporcionava semanas em casa, sem contato humano, Gael sentia que em nenhum momento isso mudaria, a dor e a tristeza dele seriam eternas. Sem buscar ajuda ou amigos que se importavam com ele, Gael fez o que imaginava que seria o melhor para ele: suicidou-se. 

Não houve comoção, não houve questionamentos pois ninguém conhecia Gael, poucos tiveram contato com ele. Gael era mais um invisível na grande São Paulo, sem estrutura e sem futuro.

1cover: 🎥 “Where the Streets Have no Name”” por Pet Shop Boys

Música Original: “Where the Streets Have no Name”
Banda: U2
Compositores: Adam Clayton / Bono / Larry Mullen, Jr. / The Edge
Ano de Lançamento: 1987
Álbum: The Joshua Tree

A ousadia da banda Pet Shop Boys superou todos os limites quando eles resolveram fazer essa versão de uma das melhores músicas da banda irlandesa U2, “Where the Streets Have no Name”. E encaixaram um medley com “Can’t Take my Eyes off You” (consagrada na voz de Frankie Valli). O cover botou todo mundo para dançar. Confere aí como ficou incrível esta versão.

1trailer: filme “Absolution”

Um gangster envelhecido (Liam Neeson) tenta se reconectar com seus filhos e corrigir os erros do passado, mas o submundo do crime não cede de bom grado. No elenco ainda tem Ron Perlman e Frankie Shaw.

1cover: 🎥 “Wicked Game” da banda Wolf Alice

O clássico “Wicked Game” de Chris Isaak com uma nova roupagem simples e certeira da banda londrina de rock alternativo Wolf Alice.
Confere aí.

1trailer: série “The Madness” (Netflix)

Para onde correr quando o alvo é você? Na série, Irracional, o especialista em mídia Muncie Daniels (Colman Domingo) precisa lutar por sua inocência e por sua vida depois de se deparar com um assassinato nas profundezas de Poconos.

Conto: “Minha Solidão é Maior do que o Mundo”


Alberto, um homem de 35 anos, nascido no interior de Santa Catarina, estudou e se formou na pequena Forquilhinha, próxima a Criciúma, e decidiu ir para o mundo, seu principal objetivo: a grande São Paulo. Mesmo obstinado a seguir seus objetivos e sonhos, Alberto logo descobriu como São Paulo e seus habitantes poderiam ser tão frios e passionais. 
A casa que herdara em Forquilhinha não comprava um apartamento em São Paulo e ele teve que se contentar com um pequeno apartamento, pagando aluguel, mas com a comodidade de morar próximo de boas opções de deslocamento e segurança. Não era o ideal mas era o que seu dinheiro poderia pagar até conseguir um emprego. Logo, morando em um pequeno apartamento no coração da cidade, se sentiu cercado por uma solidão que parecia se estender além dos limites do mundo conhecido. Sem amigos próximos e sem parentes vivos.

Cada dia era uma jornada solitária e melancólica para Alberto, cujos passos ecoavam nos corredores vazios de sua existência. As paredes de seu apartamento se tornaram testemunhas silenciosas de suas angústias e anseios, refletindo o vazio que preenchia seu coração solitário. A solidão de Alberto era como uma sombra que o seguia aonde quer que fosse, envolvendo-o em um manto de tristeza e desamparo. As ruas movimentadas da cidade pareciam distantes e estranhas, enquanto ele se afundava em um mar de pensamentos e memórias que o atormentavam dia e noite.
A concorrência por uma vaga de trabalho e os esforços despendidos diariamente só confirmaram o que ele sempre ouvia: a vida em São Paulo era feroz, assim como a cidade pulsava também expulsava muita gente. O desafio de sobreviver ia muito além de querer morar na cidade. O tão esperado consolo, era cada vez mais difícil e Alberto encontrava algum conforto nas melodias suaves de sua coleção de discos de vinil. A música se tornou sua companheira silenciosa, preenchendo o vazio de sua solidão com beleza e poesia. 

Em meio à escuridão de sua existência solitária, uma luz inesperada surgiu no horizonte de Alberto. 

Conheceu Maria, uma jovem artista de alma livre e sorriso luminoso, cuja presença trouxe um novo significado à vida outrora vazia e monótona de Alberto. Por meio de sua amizade improvável, Alberto descobriu que a solidão não era uma sentença permanente, mas sim um convite para explorar os recantos mais profundos de sua alma e encontrar a conexão que tanto ansiava. Maria o ensinou a abrir seu coração para a beleza do mundo e a compartilhar suas dores e alegrias com alguém que verdadeiramente o compreendia. Ele percebeu que a solidão não precisava ser um fardo insuportável, mas sim uma jornada de autodescoberta e crescimento. Juntos, eles navegaram pelas águas turbulentas da vida, enfrentando desafios e celebrando conquistas, unidos pelo laço indissolúvel da amizade e da compaixão. 

Em pouco tempo, Alberto começou a ver a sua vida por outro ângulo, decidiu parar de reclamar, a priorizar objetivos, dando um passo de cada vez, e tendo um propósito na vida, logo estava empregado e reconectado com pessoas na fria São Paulo. Esse período de solidão tornou-se um testemunho da resiliência do espírito humano e da capacidade de cura que reside no poder do amor e da empatia.

1clipe: 🎥 “Demorou pra Ser” Vanguart e Fernanda Takai

A simplicidade de Fernanda Takai encontra a beleza de umas das melhores letras da banda Vanguart, numa grande parceria. Confere aí como essa versão ficou melhor do que já era bom.

1trailer: série “The Madness” (Netflix)

O especialista em mídia Muncie Daniels (Colman Domingo) precisa lutar por sua inocência e por sua vida depois de se deparar com um assassinato nas profundezas de Poconos.

1cover: 🎥 “Like a Prayer” da Madonna pela banda Dogma

A banda DOGMA é um projeto musical conhecido por suas versões sombrias e intensas de músicas pop e rock, muitas vezes com uma abordagem que mistura elementos de metal, rock alternativo e industrial. O grupo ganhou destaque na internet, especialmente no YouTube, por suas reinterpretações únicas e atmosféricas de hits consagrados, como: “Like a Prayer” da Madonna, “Billie Jean” de Michael Jackson e “Take On Me” do a-ha. A minha versão cover escolhida foi da música “Like a Prayer” da Madonna, trazendo uma reinterpretação interessante e sombria do clássico dos anos 80. 

Enquanto a original de Madonna é marcada por sua energia pop, soul e influências gospel, a versão do DOGMA mergulha em um estilo mais pesado e introspectivo, com elementos de rock alternativo, metal e até mesmo industrial, dependendo da abordagem da banda. A transformação da faixa em algo mais obscuro e intenso ressalta a versatilidade da composição, que permite diferentes leituras emocionais e sonoras. A escolha do DOGMA por uma sonoridade mais densa pode refletir uma visão mais sombria ou crítica das letras, que originalmente abordam temas como espiritualidade, devoção e redenção. Essa releitura certamente agrada a fãs de ambos os universos, mostrando como uma música icônica pode ser reinventada sem perder sua essência poderosa.

A identidade dos integrantes do DOGMA é mantida em relativo anonimato, o que contribui para o mistério e a aura do projeto. Eles raramente revelam detalhes pessoais ou suas identidades reais, focando mais na música e na experiência artística que criam. Essa estratégia de marketing e apresentação reforça a imagem enigmática e sombria da banda, alinhada com o estilo de suas releituras.

1trailer: filme “Covil de Ladrões 2”

CHEGA EM 2025: O xerife Big Nick O’Brien (Gerard Butler) continua sua perseguição implacável a Donnie Wilson (O’Shea Jackson Jr.), que consegue escapar para a Europa e está planejando mais um assalto.