1clipe: “Ugly” – Letdown. (ft. Kelsy Karter & The Heroines)

Blake Coddington, roqueiro de Chicago/ Nashville, é a voz por traz do Letdown. e recentemente lançou os ótimo singles: “Empty”, “Freak” e “Ugly”. Confere abaixo o som da banda.

Crítica: livro “A Camareira” de Nita Prose

O primeiro livro de Nita Prose, A Camareira, é bem interessante e divertido.

O livro proporciona uma leitura rápida, leve e envolvente. Molly, a protagonista e camareira do renomado Hotel Regency Grand é emblemática, somente no desenrolar dos acontecimentos é que conseguimos entender se ela é a “mocinha” ou a “vilã” da trama. Ela se orgulha muito do seu emprego e o exerce com maestria e rigidez nos detalhes da limpeza e nos horários, tudo sempre fica impecável. Mas Molly tem dificuldades em se relacionar com as pessoas e desde a morte de sua avó isso ficou pior, inclusive levando ela a ter problemas em pagar o aluguel ao proprietário do apartamento onde mora. A vida de Molly muda e se transforma em um verdadeiro caos quando certo dia, ela encontra o corpo do Sr. Black (um magnata do setor imobiliário e provavelmente o hóspede mais rico do hotel) numa das suítes.

A ingenuidade de Molly muitas vezes é irritante, influenciável se deixa levar pela bondade que somente ela enxerga nas pessoas ou está apenas fingindo? A máscara de alguns personagens vai caindo e situações amorosas são expostas e isso leva a vários caminhos na busca do assassino do Sr. Black. Entre os personagens, destaco o simpático Sr. Preston, porteiro que tudo e nada vê, simples mas insaciável de conhecimento. Com sua experiência, tem opinião sobre todos os hóspedes e funcionários, quando aparece é pra “roubar” a cena. No decorrer dos acontecimentos, assim igual eu, você pode ser enganado em achar quem é o assassino ou por que o Sr. Black foi assassinado, mas tenha certeza que as opções são muitas e talvez a menos provável se sobressairá.

Num plano geral, a estória carece de intensidade e demora para engrenar, tornando a evolução dos acontecimentos um pouco lenta. O certo é que mesmo sem essa intensidade que eu gostaria, tudo é bem construída, girando em torno do desespero de Molly em ser vista, em ser aceita ou reconhecida pelas pessoas em um ambiente que tanto gosta de estar. E que muitos se aproveitam para tirar vantagem da garota e deixar tudo mais intrigante.

A narrativa simples surpreende e em suas páginas finais o caso que parecia resolvido traz uma ótima surpresa. 9

Crítica: ambiente agradável e comida saborosa do restaurante JAM ganha mais um frequentador

A culinária japonesa a muito tempo está em evidência no mundo e em São Paulo não seria diferente: os restaurantes japoneses se multiplicam na cidade e cada um com o seu diferencial (ainda vou escrever sobre o meu rodízio preferido por enquanto o Aoyama Jardins), especialidades e com muito sabor.

Não sou adepto de atum ou peixe branco, mas o salmão com suas variáveis me apetecem demais e isso você encontra já no pedido de uma entrada: Shake Hara barriga de salmão com palha de batata doce e um molho com raspas de limão. O prato principal foi o Fusion Sushi com uma bela fusão de ingredientes tradicionais e contemporâneos é um dos ótimos pratos principais. 🍣

Como são tantas opções e os garçons abordam com várias indicações, retornei ao menu de entrada: o Ussuzukuri Trufado com molho trufado, ovas e pimenta dedo-de-moça é excepcional. Baterá de Salmão é um sushi prensado com cebolinha, raspas de limão siciliano, ovas, skin e layu, está perfeito. Enquanto que o Crispy Salmon Skin traz o salmão envolto com pele crocante, pepino fatiado e molho spicy, coberto com crispy de alho poró, é a minha pedida final para encerrar com chave de ouro as delícias e variações com salmão. 😋

O chef sugere e eu não tenho como recusar: a sobremesa é Sweet Sushi uma casquinha crocante com sorvete, morango, raspas de limão siciliano e aceto balsâmico.

Não é um restaurante para visitar todos os dias, mas com certeza você não sairá decepcionado, pois tem ótimo atendimento, apresentação e sabor 👍. Um restaurante completo e que definitivamente ganhou mais um frequentador.

Ah… a conta ficou em “salgados” R$ 275,00 mas compensada pela maravilhosa experiência.

1trailer: filme “Ela Disse”

Carey Mulligan e Zoe Kazan são jornalistas do New York Times, neste filme baseado em fatos reais, que descobrem uma história que ajudou a divulgar o movimento #MeToo, estilhaçando décadas de silêncio à volta do tema do assédio sexual em Hollywood e alterou a cultura americana para sempre.

Crítica: cd “Dropout Boogie” – The Black Keys

Uma das bandas mais legais surgidas nos anos 2000 é o duo The Black Keys, composto pelo guitarrista/vocalista Dan Auerbach e o baterista Patrick Carney, e eles retornam com o bom álbum Dropout Boogie.

Você não encontrará nada comparado ao excelente hitLonely Boy”, mas o álbum traz bons momentos, caso da parceria com Billy Gibbons (ZZ Top) em “Good Love”. Mas os melhores resultados estão em “Your Team Is Looking Good” com uma batida crua e letra direta “Ei, ei, ali, seu time parece bom / Seu time parece bom, mas não tão bom quanto o nosso”. “Wild Child” tem poderoso solo de guitarra e uma letra bem bacana: “Você é um doce sonho / Com um coração terno e um belo sorriso / Mas as coisas não são o que parecem / Então vou te deixar ir embora e sonhar por um tempo”. E “It Ain’t Over” é uma balada honrosa com versos como “Dinheiro e amor são coisas incertas / Você vive por uma emoção, você morre por um sonho” e “Então tente raciocinar em sua cabeça / Sonhos se tornam realidade de vez em quando”.

É um disco bom com pegada de um rock moderno, coisa que a banda sabe fazer de melhor e que bom que isso continua presente aqui. 7

1trailer: filme “Batem à Porta” (Universal)

Eu tenho me decepcionado muito com os últimos filmes de M. Night Shyamalan, mesmo que este trailer seja intenso, misterioso e com muito suspense já me gera a expectativa de um final fraco. 😂

Crítica: série “Darby and Joan” (AcornTV)

Pensa numa série que você vê um trailer e acha que não vai dar em nada, não é o caso aqui de Darby and Joan, estrelada por Bryan Brown e Greta Scacchi: a série entrega o que se propõem e além de tudo é divertida e descontraída.
Um senhor e uma senhora com problemas normais de relacionamento, se encontram e se completam. E em cada episódio a atração entre eles aumenta e você imagina que acabará em uma paixão arrebatadora, mas terá que descobrir até o final do oitavo episódio. A trama inicial com Joan tentando descobrir como seu marido morreu na Austrália mas que deveria estar em viagem pela Espanha, dá início ao encontro dos dois e em cada episódio pelas belas paisagens australianas vão trazendo tramas leves e divertidas que nem dá para ver o tempo passar. Enquanto Joan tenta descobrir quem na realidade era seu marido, o ex-policial Darby revive seus fantasmas do passado e tenta resolver seus problemas familiares e de relacionamento

O carisma e a sintonia entre o casal é o ponto alto da série, que fica com um gostinho de quero mais uma temporada e é uma das grandes séries do ano. 9  

1trailer: série “Copenhagen Cowboy” (Netflix)

A nova série da Netflix que chega em janeiro/23, Copenhagen Cowboy foi criada e dirigida por Nicolas Winding Refn (Drive) e promete muita ação: cheio de drogas, sangue e neon, a prévia mostra a protagonista Miu (Angela Bundalovic) enfrentando o submundo do crime de Copenhagen, na Dinamarca, em busca de vingança.

Crítica: cd “Capital Inicial 4.0” – Capital Inicial

Comemorando 40 anos de carreira o Capital Inicial lançou o álbum 4.0 e decepciona, não pela qualidade mas por que poderia ter entregue alguma novidade.

40 anos de carreira e com um legado de grandes músicas do rock nacional, a banda poderia pelo menos lançar um álbum inteiro com músicas novas e não apenas releituras. Mas aí eu fiquei pensando: a banda não quis lançar nada novo ou não conseguiu criar algo novo? Tá certo que o novo lançamento traz músicas com novas roupagens e boas parcerias, mas a banda não pode viver apenas do passado e ainda precisa evoluir se quiser agradar outros públicos. Mas é claro que nada está perdido, as boas entregas ficam por conta das parcerias com Samuel Rosa “Tudo que Vai”, Pitty “Passageiro”, Marina Sena “Natasha” e Ana Gabriela “Fogo”. Mas falta MAIS e a bela “Amor em Vão” inédita com Samuel Rosa ficou de fora.

É claro que para os fãs tudo pode estar perfeito, mas quando vê-se a história da banda, eles poderiam ter entregue mais principalmente mostrando que o rock brasileiro não morreu e está voltando com força e muito mais criativo. 8

Fique atento: o show em comemoração é um espetáculo à parte, a banda entrega o melhor show de rock nacional do ano, se puder não perca pois você pode se arrepender.