1trailer: filme “Brick” (Netflix)

O filme mostra a história de um casal cujo prédio de apartamentos é subitamente cercado por uma misteriosa parede de tijolos e que deve trabalhar com seus vizinhos para encontrar uma saída.

1dica: 🎬 “Perfect Days” um filme lindo sobre a simplista vida

Eu ainda não entendi porque demorei tanto para assistir este filme, é um filme maravilhoso, com uma atuação impecável de Kôji Yakusho e o brilhante Win Wenders na direção. A simplicidade faz o filme ser belo e necessário nos dias de hoje.

Wim Wenders, um dos mestres do Novo Cinema Alemão, nos entrega uma obra de rara beleza e sensibilidade, num filme que é uma meditação poética sobre a vida, a felicidade e a beleza encontrada na rotina e nas pequenas coisas. Com uma estrutura aparentemente simples e minimalista, Wenders nos convida a observar e a apreciar o cotidiano de Hirayama (Koji Yakusho), um zelador de banheiros públicos em Tóquio. Longe de ser um drama de grandes reviravoltas, a narrativa é construída em torno da repetição e das sutilezas, em que cada dia de Hirayama é uma variação do anterior, mas nunca idêntico, revelando a filosofia de que a perfeição não está na ausência de problemas, mas na capacidade de encontrar significado e contentamento em cada momento presente.

O filme se inicia com a rotina meticulosa do protagonista: acordar, regar suas plantas, colocar o uniforme, tomar o café e dirigir para o trabalho. Esse ritual, que poderia ser monótono, é transformado por Wenders em uma dança de gestos calculados e significativos. Hirayama limpa os banheiros com uma dedicação quase espiritual, como se sua tarefa fosse uma forma de arte. Ele é um homem de poucas palavras, mas de grande profundidade e o filme nos permite entrar em seu mundo interno através de seus hobbies e paixões: a fotografia de árvores e a audição de fitas cassetes de rock e folk dos anos 60 e 70. O que poderia ser apenas a história de um homem solitário se torna uma celebração da vida simples. O filme também aborda, de forma sutil, o passado de Hirayama e o contraste entre sua vida atual e sua origem abastada, sugerindo que sua escolha de viver de forma simples foi deliberada e consciente.

A atuação de Koji Yakusho como Hirayama é o coração e an alma de “Perfect Days”. Vencedor do prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes, Yakusho entrega uma performance magistral que dispensa diálogos extensos para comunicar as emoções e a complexidade de seu personagem. Sua interpretação é uma lição de economia e expressividade, com um sorriso sutil, um olhar melancólico ou um gesto delicado, ele transmite um universo de sentimentos, personificando a serenidade e a resignação de Hirayama, fazendo com que o espectador se sinta íntimo de sua jornada interna, mesmo com a barreira do silêncio.

Hirayama não é um personagem trágico; ele é um homem que fez uma escolha e encontra felicidade genuína nela. Yakusho captura essa essência com uma autenticidade impressionante. Suas interações com os personagens secundários — o jovem colega de trabalho, a sobrinha que o visita e o dono da lojinha de música — são carregadas de ternura e profundidade. A cena final, com Hirayama dirigindo enquanto passa por uma montanha-russa de emoções, é um dos momentos mais poderosos do filme e é inteiramente sustentada pela expressividade e sensibilidade de Yakusho. Sua performance eleva o filme de uma simples observação a uma experiência profundamente humana.

1trailer: série “Hotel Costiera” (Prime Vídeo)

Daniel De Luca (Jesse Williams) é um ex-marinheiro meio italiano que retorna à Itália, terra de sua infância, e começa a resolver problemas em um dos hotéis mais luxuosos do mundo, localizado na espetacular costa de Positano.

1cover: 🎥 “Zombie” da banda Cranberries por Peyton Parrish & Jonathan Young

A banda de rock/metal Peyton Parrish entregou uma releitura poderosa e intensa do clássico ativista dos anos 90, “Zombie”, da banda The Cranberries. A performance, disponível no YouTube, é uma homenagem surpreendente que transforma a canção, originalmente marcada pela melancolia e pelo lamento, em um hino de fúria e protesto, perfeitamente adequado ao seu tema original sobre a guerra e a violência. Parrish, conhecido por sua voz forte e grave, injeta na canção uma profundidade e uma agressividade que, embora diferentes do original, são igualmente impactantes.

A produção do cover é impecável: guitarras pesadas, bateria com batidas fortes e a linha de baixo vibrante conferem à música uma nova dimensão. A versão de Parrish & Jonathan Young preserva a melodia icônica, mas a envolve em um som de heavy metal que a torna visceral e crua. O canto de Parrish, que alterna entre vocais limpos, com uma intensidade impressionante, e gritos guturais em momentos de clímax, captura a frustração e a dor do tema de uma maneira que o original, com sua melodia mais suave, não conseguia.

A música é ideal para fãs de metal que gostam de covers que desafiam as expectativas e para aqueles que amam “Zombie” mas desejam uma interpretação mais pesada e agressiva. A versão de Parrish é uma demonstração de como uma canção pode ser transformada sem perder sua essência, não é apenas uma repetição da música, mas uma reinterpretação apaixonada e moderna.

A audição deste cover é um lembrete da atemporalidade de uma boa canção e da capacidade de um artista de dar nova vida a um clássico.

1clipe: 🎥 “Este Lugar é Meu” da banda O Monge

O que eu sei do projeto O Monge: é uma banda criada por IA pelo designer e Diretor do Studio Bento, Thiago Sieiro, mas as letras das músicas foram compostas pelo Thiago e gerou um álbum com 10 composições. Um dos primeiros singles é: “Esse Lugar é Meu“. Confere aí. 🎸

1trailer: filme “Honey Don’t”

Dirigido por Ethan Cohen, e estrelado por Margaret Qualley, Aubrey Plaza e Chris Evans, o filme é comédia de humor negro sobre uma investigadora particular de uma pequena cidade, que investiga uma série de mortes estranhas ligadas a uma igreja misteriosa.

1dica: 🎬 “Operação Vingança” é aquele filme de espionagem que te surpreende, na medida certa

Quando você olha o elenco e pensa no título do filme já cria uma boa expectativa e acende uma luz: vai ser phoda, com a intensidade de Jon Bernthal (Justiceiro), o bicho vai “pegá” e teremos ótimas cenas de ação do início ao fim. Mas de início já preciso falar: não tem o esperado de cenas de ação mas o filme é muito bom!

Em meio a tantos thrillers que apostam em reviravoltas mirabolantes, “The Amateur” (“O Amador”), que virou “Operação Vingança” no Brasil, se destaca por sua abordagem mais contida e focada no desenvolvimento do personagem. O filme, estrelado por Rami Malek, nos apresenta uma trama de espionagem que é, ao mesmo tempo, intimista e tensa. Um dos pontos mais fortes é, sem dúvida, a performance de Malek, como um nerd no papel principal e a execução de seus assassinatos são com a inteligência, não com força.

Malek entrega uma atuação visceral, carregada de emoção e vulnerabilidade. O espectador sente a dor e a frustração de seu personagem, que se vê forçado a mergulhar em um mundo perigoso para fazer justiça com as próprias mãos pela morte inexplicável de sua esposa. O lamento do arrependimento que surge no coração de quem optou por estar ausente quando o outro precisava, resultando num fardo de luto que fatalmente entra em rota de colisão com dados sensíveis. Essa jornada, de um simples analista a um agente inexperiente em busca de vingança, é o coração do filme e é conduzida de forma convincente pelo diretor James Hawes que constrói a tensão de maneira gradual e eficaz, sem recorrer a excessos. 

As cenas de ação, quando acontecem, são realistas e brutais, reforçando a seriedade da situação. Além disso, a cinematografia é elegante e contribui para a atmosfera opressiva do filme.

1trailer: filme “The Lost Bus” (Apple TV+)

Dirigido por Paul Greengrass e estrelado por Matthew McConaughey (Kevin) e America Ferrera (Mary), o novo filme da Apple TV+ promete: o motorista de ônibus escolar Kevin arrisca sua vida para salvar a professora Mary e seus alunos de um incêndio mortal, numa jornada contra o tempo.

1cover: 🎥 “Simple Man” da banda Lynyrd Skynyrd por Jelly Roll

A performance da banda de country rock Jelly Roll em “Simple Man”, clássico atemporal da banda Lynyrd Skynyrd, é uma releitura de uma das músicas mais adoradas da história do rock. O cover, disponível em plataformas de vídeo, é uma homenagem surpreendente que transforma a canção, originalmente marcada por sua melodia suave e a suavidade dos vocais, em uma balada com uma pegada de rock alternativo que, no entanto, mantém sua emoção e sinceridade. A voz de Jelly Roll, com sua textura áspera e emocionalmente carregada, confere à música uma profundidade e uma agressividade que, embora diferentes da canção original, são igualmente cativantes.

A produção do cover é o ponto forte, enquanto o original de Skynyrd é um hino do southern rock, a versão de Jelly Roll o transforma em uma experiência sonora contemporânea, com guitarras distorcidas e uma linha de baixo presente que dão à música uma nova dimensão, mantendo a estrutura da canção original mas adicionando um toque pessoal, especialmente nos momentos de clímax, onde a voz de Jelly Roll se torna um grito de emoção crua. A performance vocal de Jelly Roll é o destaque: ele não apenas canta a música, mas a vive, transmitindo uma urgência e um desespero que a tornam algo totalmente novo.

A versão é perfeita para fãs de country e rock que apreciam covers criativos e bem executados, demonstrando como uma canção pode transcender seu gênero original e se reinventar. Em vez de simplesmente copiar a canção, ele a interpreta, deixando sua marca única e inconfundível, sendo uma prova de que a boa música pode, e deve, ser re-interpretada de infinitas maneiras. 

A habilidade técnica e a paixão de Jelly Roll são evidentes em cada nota, tornando esta cover uma audição obrigatória que irá surpreender e impressionar.

1clipe: 🎥 “93 Million Miles” Jason Mraz

A bonita canção de Jason Marx, “93 Million Miles”, está no álbum Love Is a Four Letter Word lançado em 2012, e é sempre bom de ouvi-lo cantar, ainda mais com um refrão que conforta: “Apenas saiba, onde quer que você vá / Você sempre pode voltar para casa”. Confere aí. 🎸