1trailer: série “The Testaments” (hulu / Disney+)

A nova série da hulu “The Testaments” é a sequência de The Handmaids Tale, ambientada 15 anos após os eventos aprendidos na série original, baseada no livro de Margaret Atwood. Confere aí! 📽️

1dica: 🎬 série “Garota Sequestrada”, mostra quando o verdadeiro terror não está no sequestro, mas no silêncio que fica depois

Título Original: “Girl Taken”
Elenco principal: Alfie Allen, Vikash Bhai, Levi Brown
Diretor(a): Laura Way e Bindu De Stoppani
Streaming: Paramount+
Episódios: 6
⭐️⭐️⭐️
SINOPSE: um professor sequestra Lily, uma garota gêmea. Depois de anos cativa, escapa e enfrenta novos desafios em um mundo transformado. Sua família busca cura enquanto o sequestrador continua solto.

“Girl Taken” é baseada no livro “Baby Doll” de Hollie Overton e parte de um ponto que já vimos inúmeras vezes no suspense: o desaparecimento de uma jovem. No entanto, o que diferencia a série da Prime Video é a decisão narrativa de não transformar o sequestro em espetáculo, mas sim em ponto de partida para algo muito mais incômodo: as marcas invisíveis deixadas pelo trauma, pela culpa e pela omissão. Dirigida com sensibilidade e rigor por Laura Way, a série evita atalhos fáceis, constrói tensão com silêncio, olhares e decisões mal explicadas e aposta em personagens emocionalmente complexos. O resultado é uma obra que se recusa a ser apenas um thriller criminal e se aproxima de um drama psicológico denso, desconfortável e profundamente humano.

A trama acompanha o desaparecimento de uma adolescente em uma pequena comunidade aparentemente pacata. O caso mobiliza a polícia, a família e os moradores locais, mas rapidamente revela algo mais profundo: ninguém ali é completamente inocente, nem mesmo aqueles que acreditam estar apenas tentando ajudar. Ao longo dos episódios, a série se estrutura em camadas temporais, alternando investigação, memória e consequências. A série não se apressa em entregar respostas, pelo contrário, prefere mostrar como o tempo corrói versões, relações e certezas. Cada episódio acrescenta uma nova perspectiva, muitas vezes contradizendo o que parecia sólido no capítulo anterior. O roteiro acerta ao não transformar o mistério em um simples “quem foi?”, mas em um “como chegamos até aqui?” — deslocando o foco do crime para o contexto social, familiar e emocional que o tornou possível.

O elenco entrega performances contidas e extremamente eficazes: Lily (Tallulah Evans) é um grande destaque, cuja presença é sentida mesmo quando não está em cena. Seu trabalho constrói uma personagem que existe na memória dos outros, fragmentada, idealizada, distorcida, o que reforça a proposta da série. Mas quem brilha é Rick Hansen (Alfie Allen), um professor de ensino médio amado pela sua comunidade no interior do Reino Unido mas que esconde uma segunda vida como sequestrador e abusador de adolescentes. E ele brilha tanto na perfomance como professor atencioso e disposto a ajudar mas também na pele do abusador, cínico e frio.

“Garota Sequestrada” não é uma série feita para maratonar de forma distraída, pois exige atenção, reflexão e disposição para encarar temas difíceis como negligência, responsabilidade coletiva e as consequências do silêncio. Mais do que resolver um crime, a série questiona o preço de ignorar sinais, de normalizar ausências e de acreditar que tragédias acontecem apenas “com os outros”. É um suspense maduro, incômodo e necessário.

1trailer: série “Unchosen” (Netflix)

Tendo Londres como pano de fundo, a série cria suspense com sua narrativa enigmática, cativando o público por meio do misterioso local de filmagem. Confere aí! 📽️

1dica: 🎬 série “DELE/DELA”, começa como romance íntimo e termina como um retrato perturbador das relações modernas

Título Original: “HIS & HERS”
Elenco principal: Tessa Thompson, Jon Bernthal, Pablo Schreiber, Marin Ireland, Crystal Fox
Diretor(a): William Oldroyd
Streaming: NETFLIX
Episódios: 6
⭐️⭐️⭐️⭐️
SINOPSE: uma jornalista investiga um assassinato em sua cidade natal e entra em conflito com um detetive suspeito. Toda história tem dois lados e alguém está mentindo.

“DELE/DELA” não é uma série feita para agradar ou confortar. Criada por William Oldroyd, conhecido por sua abordagem austera, psicológica e profundamente humana, a produção da Netflix se apresenta como um drama relacional que disseca, com bisturi fino, os limites entre amor, dependência, controle e identidade. Sem recorrer a escândalos artificiais, a série aposta em algo mais inquietante: o cotidiano, os silêncios e as concessões quase invisíveis que moldam um relacionamento. Desde os primeiros episódios, o espectador é convidado a observar, quase como um intruso, a intimidade de um casal aparentemente comum. Mas, pouco a pouco, fica claro que a história não é sobre “ele” ou “ela” isoladamente, mas sim sobre toda uma cidade.

A narrativa acompanha a trajetória de um casal em diferentes fases da relação: o encantamento inicial, a construção da vida em comum e o desgaste silencioso provocado por ambições, frustrações e papéis não verbalizados. A série se destaca por mostrar que conflitos profundos nem sempre surgem de eventos traumáticos, mas da repetição de pequenos gestos, decisões e omissões. William Oldroyd constrói a série com uma progressão emocional cuidadosa, onde cada episódio aprofunda o desequilíbrio entre os protagonistas e o roteiro evita julgamentos fáceis: não há vilões óbvios nem vítimas puras, mas o que existe é um jogo psicológico sutil, sustentado por diálogos contidos, enquadramentos claustrofóbicos e uma trilha sonora discreta, quase opressiva.

O trunfo da série está na atuação do elenco, enquanto Tessa Thompson interpreta Anna Andrews, Jon Bernthal como Jack Harper, Rebecca Rittenhouse como Lexy Jones tem atuações consistentes e seguras, Crystal Fox como Alice brilha com uma atuação impecável de uma mãe com demência mas com traços de lucidez. E brilha até o final.

“DELE/DELA” é uma série que não entrega respostas prontas, mas provoca, desconforta e permanece na mente muito depois do último episódio. Mais do que contar uma história de amor e vingança a produção questiona quem somos quando abrimos mão de nós mesmos para caber na vida do outro.

1trailer: série “The Audacity” (amc+)

No competitivo mundo tecnológico do Vale do Silício, surge uma luta pelo poder entre um ambicioso CEO e seu psicólogo manipulador quando um escândalo de privacidade de dados ameaça suas carreiras. Confere aí! 📽️

1dica: 🎬 série “Custe o que Custar”, quando fugir é apenas o começo do pesadelo 

Título Original: “Run Away”
Elenco principal: James Nesbitt, Minnie Driver, Lucian Msamati, Alfred Enoch, Ruth Jones e Annette Badland
Diretor(a): Nimer Rashed e Isher Sahota
Streaming: NETFLIX
Episódios: 8
⭐️⭐️⭐️⭐️
SINOPSE: a vida perfeita de Simon (James Nesbitt) é destruída quando a filha Paige (Ellie de Lange) foge, mais tarde encontrada abandonada em um parque. A busca de Simon leva a um submundo perigoso, onde um ato de violência abala sua vida.

A pergunta que move “Custe o que Custar”, série dirigida por Nimer Rashed, é simples e brutal: até onde você iria para salvar alguém que decidiu fugir de você? A série mergulha em temas recorrentes que o autor escreve em seus livros — segredos familiares, identidades ocultas e decisões irreversíveis — agora filtrados por uma abordagem mais emocional e intimista. Sem recorrer a reviravoltas simples, a série constrói sua tensão a partir da dor, da culpa e da obsessão. O suspense aqui não está apenas no que vai acontecer, mas no impacto emocional de cada descoberta. É uma história sobre amor incondicional, mas também sobre os limites desse amor quando a verdade começa a machucar.

“Custe o que Custar” acompanha um pai cuja vida aparentemente estável desmorona quando sua filha desaparece sem deixar explicações. A busca desesperada por respostas o leva a um submundo que ele jamais imaginou existir, um território onde mentiras são moeda corrente e ninguém é exatamente quem diz ser. À medida que a investigação avança, a série se transforma em algo maior do que um simples thriller policial. O foco se desloca para as consequências emocionais da busca, revelando um protagonista que precisa confrontar não apenas criminosos e conspirações, mas suas próprias falhas como pai, marido e indivíduo.

O grande trunfo da série está nas atuações contidas e profundamente humanas: James Nesbitt, Simon Greene, entrega uma performance marcada por vulnerabilidade e obsessão, transmitindo com precisão o desgaste psicológico de quem se recusa a desistir. Alfred Enoch, o detetive Isaac Fagbenle, é extremamente arrogante, mas se transforma com o desenrolar da série. Enquanto Dee Dee (Maeve Courtier-Lilley) e Ash (Jon Pointing) são dois assassinos psicopatas e entregam boas cenas. O grande destaque fica por conta de Ruth Jones, que interpreta a detetive particular Elena Ravenscroft com maestria.

É uma série que fala menos sobre fugir e mais sobre o que nos persegue quando tentamos escapar da verdade. Não é uma produção para quem busca ação constante ou reviravoltas a cada cena, em vez disso, oferece um suspense denso, envolvente e consistente, evitando soluções fáceis e optando por um encerramento coerente, com uma boa surpresa no final.

1trailer: série “The Madison” (Paramount+)

A vida de uma família nova-iorquina se desdobra após uma tragédia, enquanto eles processam o luto durante as férias na zona rural de Montana, explorando a conexão humana em meio a uma profunda tristeza, com Michelle Pfeiffer e Kurt Russell. Confere aí! 📽️

1dica: 🎬 série “Pequenos Desastres”, o que acontece quando a mãe perfeita não é tão perfeita assim? 

Título Original: “Little Disasters”
Elenco principal: Diane Kruger, Jo Joyner, Shelley Conn, JJ Feild, Emily Taaffe, Patrick Baladi
Diretor(a): Ruth Fowler
Streaming: Prime Vídeo
Episódios: 6
⭐️⭐️⭐️
SINOPSE: um grupo de novas amigas mães é desfeito quando uma delas é acusada de ferir seu bebê, rompendo seus laços e quase destruindo suas famílias.

Quatro mulheres se conheceram numa aula de preparação para o parto há uma década. Desde então, compartilham a jornada da maternidade, cada uma a seu modo: Jess (Diane Kruger) é a mãe de três filhos que parece ter nascida para a função — organizada, carinhosa, irretocável; Liz (Jo Joyner) é pediatra de pronto-socorro que equilibra uma carreira exigente com a vida doméstica; Mel (Shelley Conn) guarda seus próprios segredos por trás de uma imagem pública invejável; e Charlotte (Emily Taaffe) luta para manter a fachada de família feliz enquanto sua vida particular desmorona.

Tudo muda quando Jess aparece no hospital em plena madrugada com sua filha caçula, Betsy, de dez meses, apresentando uma lesão que simplesmente não se encaixa na explicação oferecida. Liz, como médica, é obrigada a acionar os serviços de proteção à criança e esse ato dispara uma cadeia de eventos que vai colocar à prova cada vínculo do grupo. A narrativa se articula em múltiplas perspectivas, revelando camada por camada o que cada uma dessas mulheres esconde: medos que não ousam nomear, traições que fingem não ter sofrido, e os pensamentos que nenhuma mãe admite ter em voz alta. A série não está interessada apenas em revelar quem fez o quê, mas seu interesse real é expor o sistema de pressões sociais e emocionais que pode levar qualquer pessoa ao limite.

Pequenos Desastres é uma série que funciona melhor quando para de tentar ser um thriller elegante e se permite ser o que realmente é: um estudo psicológico incômodo sobre a maternidade, a amizade e as máscaras que as mulheres são obrigadas a usar para sobreviver às expectativas sociais. Ainda assim, nos melhores episódios, a série entrega o que promete: aquela perturbadora sensação de que a linha entre “boa mãe” e “mãe em colapso” é muito mais tênue do que qualquer um de nós gosta de admitir, com as surpresas envolvendo o espectador até o último episódio. E isso, por si só, já justifica as seis horas investidas.

Esta não é uma série de ação frenética ou reviravoltas a cada episódio. É uma obra que prefere o desconforto ao espetáculo e que confia que o espectador aguentará olhar de frente para coisas que normalmente ficam escondidas atrás de sorrisos e feeds de Instagram perfeitos. E nesse espaço, entre a aparência e a verdade, ela é, genuinamente, poderosa.

1trailer: série “Pretty Lethal” (Prime Vídeo)

Um grupo de dançarinas que tenta escapar de uma pousada remota gerenciada por Devora Kasimer (Uma Thurman) depois que o ônibus quebra a caminho de um concurso de dança. Confere aí! 📽️

1trailer: série “Sunny Nights” (hulu)

Os irmãos Martin (Will Forte) e Vicki Marvin (D’Arcy Carden) se mudam para Sydney para trabalhar em seu negócio de bronzeamento artificial, mas acabam se envolvendo no mundo do crime da cidade, o que os obriga a se manter vivos. Confere aí! 📽️