Após 20 anos, a banda comandada pelo ator Keanu Reaves (que toca baixo) voltou a gravar e lançou um novo álbum de músicas inéditas (6/10), que tem ainda entre seus integrantes Bret Domrose (voz e guitarra) e Robert Mailhouse (bateria): “Somewhere Between the Power Lines and Palm Trees”. O primeiro clipe foi de “Everything Turns Around”, confere aí como a banda voltou em alta.
Johnny Marr, o eterno guitarrista da banda The Smiths, lançou Spirit Power: The Best of Johnny Marr e o clipe de “Somewhere” já está bombando. Confere aí.
Álbum: Criaturas da Noite / Ano Lançamento: 1975 / País: Brasil
É bem difícil indicar clássicos do rock brasileiro antes dos anos 80, por um fato muito simples: comparado com o rock gringo está muito distante, mesmo assim apareceram muitas bandas legais com boas guitarras e até com um novo estilo definido como rock rural, ouvindo hoje isso não soa muito estranho mas sim revolucionário. Seguindo este estilo, uma das minhas bandas preferidas é a carioca O TERÇO e o clássico consagrada é “Hey Amigo”, um pequeno petardo que continuo ouvindo ainda hoje.
A banda era formada por Sérgio Hynds (guitarra), Sérgio Magrão (baixo), Luiz Moreno (bateria) e Flávio Venturini (telados), mas todos exerciam a função de vocalistas. O principal LP lançado por eles foi em 1975, “Criaturas da Noite”, terceiro disco da banda, e é nele que traz o clássico “Hey Amigo”. O álbum trazia hard rock, folk e rock progressivo. Com introdução de baixo e riffs poderosos de guitarras explodem numa letra que transmite energia e vibração positiva através de sua fusão de rock progressivo com elementos da música brasileira. A combinação dos instrumentos e a voz dos vocalistas se destacavam por serem tão diferentes, proporcionando uma experiência musical cativante.
No entanto, alguns podem argumentar que a estrutura da música é um tanto repetitiva, o que pode levar a uma sensação de monotonia ao longo do tempo. Apesar disso, a música ainda possui méritos ao retratar a criatividade e a inovação que marcaram a cena musical brasileira nos anos 70. Uma letra, digamos, infantil: “Hey amigo / Cante a canção comigo! / Nesse rock / Estamos todos juntos! / Nesse rock estamos perto de ser / A unidade final!”.
No decorrer das décadas, a música foi regravada muitas vezes, inclusive pela própria banda, com algumas versões piores do que a versão original.
A banda Duran Duran lançou o álbum Danse Macabre, com 13 faixas que desenterra músicas da escuridão: novas músicas, covers e versões de seus próprios clássicos, digamos, um pouco “assustadores”. Confere aí o primeiro clipe de “Psycho Killer” (Talking Heads) com participação de Victoria DeAngelis (Måneskin).
Preparando o lançamento do novo álbum, People Who Aren’t There Anymore, para o início de 2024 a banda Future Islands lança o clipe de “The Tower“. Confere aí.
Loss of Life é o nome do novo álbum da boa banda MGMT (Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser) com previsão de lançamento em fevereiro/24, mas o novo clipe está lançado, “Mother Nature” é fofo e ao mesmo tempo sombrio. Confere aí.
Álbum: Sabbath Bloody Sabbath/ Ano Lançamento: 1973 / País: Inglaterra
Falar do Black Sabbath é fácil, difícil foi definir sobre qual o clássico que eu iria escrever, pois os petardos vem desde o início (1968) da banda britânica de heavy metal nascida em Birmingham. O Black Sabbath foi (e ainda continua sendo) uma das maiores bandas de rock do mundo e a fase com o vocalista Ozzy Osbourne, junto com Geezer Butler, Tony Iommi e Bill Ward trouxe os maiores sucessos. Eu estava em dúvida sobre qual música escrever, entre “Paranoid”, “Iron Man”, “War Pigs“, “Hole in the Sky”, “Who Are You?”, “The Wizard”, “Die Young”, “Headless Cross” ou “Changes”, lembrei de “Sabbath Bloody Sabbath” que está no quinto álbum da banda lançado em 1973, Sabbath Bloody Sabbath.
Por isso, o meu primeiro clássico da banda Black Sabbath é “Sabbath Bloody Sabbath” e vou te contar o porque agora.
Os ótimos riffs de guitarra da música, a introdução atmosférica e misteriosa imediatamente prende a atenção do ouvinte, preparando o terreno para o icônico riff de guitarra que se segue. A voz distintiva de Ozzy Osbourne é uma camada adicional de intensidade à faixa.
A letra da música é bem legal e com versos reflexivos: “Você tem visto a vida por uma mente distorcida / Você sabe que tem que conhecer / Como funciona a sua mente” em outro momento “As pessoas que te prejudicaram / Você quer que elas se danem / As portas da vida se fecharam pra você / E não há mais volta”…”Para onde você vai correr? / O que mais você pode fazer? / Não haverá mais futuro / A vida está acabando com você”. Um refrão poderoso: “Ninguém nunca lhe dirá / Quando você quiser saber os motivos / Eles apenas dizem que você agora está só / Enchendo a sua cabeça de mentiras”.
Além de tudo isso, cabe ressaltar que “Sabbath Bloody Sabbath” é uma peça inegável da história musical, capturando a essência da influência que o Black Sabbath teve no desenvolvimento do heavy metal, definindo alguns padrões para futuras gerações. A música continua sendo uma escolha popular para os amantes do gênero, testemunhando a habilidade duradoura da banda em criar composições que ressoam no âmago dos fãs do rock. Um clássico essencial para velhos e novos amantes do rock.
Álbum: Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets/ Ano Lançamento: 1972 / País: Brasil
Sobre a banda Os Mutantes (wikipedia): é uma banda brasileirade rock psicodélico formada durante o Movimento Tropicalista no ano de 1966, em São Paulo, por Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias. Também participaram do grupo Liminha e Dinho Leme e é considerada um dos principais grupos do rock brasileiro de todos os tempos. 🎸
A música “Balada do Louco” (lançada em 1972) da banda brasileira Os Mutantes é um clássico do rock nacional que está presente no álbum “Mutantes e seus Cometas no País do Baurets” e apresenta uma combinação de psicodelia, rock e elementos folclóricos, a música cativa os ouvintes com suas letras poéticas e atmosfera envolvente. No entanto, alguns podem argumentar que a produção musical é datada, refletindo a época em que foi lançada. Apesar disso, seu legado e influência na cena musical brasileira continuam inegáveis, tornando-a uma peça essencial para quem aprecia a riqueza da música brasileira.No entanto, mesmo reconhecendo suas qualidades, a falta de linearidade da música é algo que chama atenção, visto que a canção não segue uma estrutura musical convencional, com uma introdução, refrão e verso definidos e isso pode dificultar a assimilação da letra.
Além disso, a escolha de linguagem metafórica na canção pode tornar seu significado ambíguo e difícil de ser compreendido numa primeira audição. Embora letras enigmáticas possam ser interessantes para alguns ouvintes, elas também podem afastar aqueles que buscam uma conexão mais direta e imediata com a música. “Dizem que sou louco por pensar assim / Se eu sou muito louco por eu ser feliz / Mas louco é quem me diz / E não é feliz, não é feliz”.
Outro ponto a ser considerado é que, apesar de trazer elementos inovadores para o cenário do rock brasileiro da época, a sonoridade da música pode parecer datada para os ouvintes contemporâneos. No entanto, é importante reconhecer o impacto cultural e inovação que a banda trouxe nesta música e foi um marco importante na cena musical brasileira, influenciando muitos outros artistas. Com tudo isso, a música ainda é digna de apreciação e reconhecimento pela sua originalidade e virou um clássico do rock nacional. “Eu juro que é melhor / Não ser o normal / Se eu posso pensar que Deus sou eu / Sim sou muito louco, não vou me curar / Já não sou o único que encontrou a paz”.
Ney Matogrosso, Rita Lee, Tianastacia e até KLB regravaram a música, mas a versão que mais me encanta é da banda pesada Manuche, confere aí como um clássico ainda pode ser “desconstruído” sem perder a magia. Sobre a bandaManuche:fundada em março de 2012 por Tom Gil e Feeu Moucachen faz um blues rock nacional. Ambos atuantes na cena musical de São Paulo com projetos independentes desde o inicio dos anos 2000, resolveram unir forças para produzir um som autoral autêntico que traz desde influências do blues elétrico das décadas de 50 e 60 ao tradicional rock’n’roll ainda entoado pelos Rolling Stones e AC/DC.
Manuche “destrói” clássico da banda Os Mutantes e cria a melhor versão da música “Balada do Louco”
Mais uma boa banda que está em evidência por seus covers bem gravados, Hindley Street Country Club. É o caso aqui de “Nothing’s Gonna Stop Us Now” da banda Starship grande sucesso dos anos 80 (o maior sucesso da banda e um clássico até hoje). O grupo australiano foi criado em 2017, em Adelaide, pelos músicos Constantine Delo e Darren Mullan.
É gratificante você ver uma das melhores músicas brasileiras de todos os tempos ser “desconstruída” e virar uma das melhores versões já realizadas. Este é o caso aqui: uma versão pop rock PERFEITA. A parceria de Renato Teixeira e Almir Sater virou um hino da música sertaneja imortalizada na voz de Almir Sater. A versão deste grande sucesso é de Guilherme Schwab, ex-integrante da banda Suricato. Se esta música é a porta de entrada para a carreira solo, com certeza vem muita coisa boa pela frente. Aproveite.