
Um corretor de pagamentos lucrativos entre corporações corruptas e indivíduos que as ameaçam quebra suas próprias regras quando um novo cliente busca sua proteção para se manter vivo.

Um corretor de pagamentos lucrativos entre corporações corruptas e indivíduos que as ameaçam quebra suas próprias regras quando um novo cliente busca sua proteção para se manter vivo.

Uma exploração íntima e comovente da família, das memórias e do poder reconciliador da arte, com Renate Reinsve, Stellan Skarsgård, Elle Fanning e Inga Ibsdotter Lilleaas.

O ciúme de um casal, Ivy Rose (Olivia Colman) e Theo Rose (Benedict Cumberbatch), aparentemente perfeito irrompe quando a carreira profissional do marido implode, revelando rachaduras na fachada de sua vida familiar ideal.

Um homem Ben Richards (Glen Powell) se junta a um game show no qual os competidores, que podem ir a qualquer lugar do mundo, são caçados por “caçadores” empregados para matá-los. O filme dirigido por Edgar Wright, conta ainda no elenco com: Josh Brolin, Colman Domingo, Michael Cera, Katy O’Brian, William H. Macy, entre outros.

Três irmãs (Scarlett Johansson, Sienna Miller e Emily Beecham) retornam à casa de sua infância para uma ocasião memorável: o terceiro casamento de sua mãe duas vezes viúva (Kristin Scott Thomas). No fim de semana, a família se reúne para celebrar o novo casamento, mas mãe e filhas são forçadas a revisitar o passado e confrontar o futuro, tudo com a ajuda de um grupo peculiar de convidados inesperados.

Título Original: “Perfect Days”
Elenco: Koji Yakusho, Tokio Emoto, Yumi Asô
Direção: Win Wenders
País Origem: Japão, Alemanha
Duração: 2h3min
⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️
Sinopse: a história de Hirayama, um homem que limpa banheiros em Tóquio. Sua vida é revelada ao espectador através da música que ouve, dos livros que lê e das fotos que tira das árvores. O longa explora temas como a solidão, fuga e busca de sentido na vida moderna.
Eu ainda não entendi porque demorei tanto para assistir este filme, é um filme maravilhoso, com uma atuação impecável de Kôji Yakusho e o brilhante Win Wenders na direção. A simplicidade faz o filme ser belo e necessário nos dias de hoje.
Wim Wenders, um dos mestres do Novo Cinema Alemão, nos entrega uma obra de rara beleza e sensibilidade, num filme que é uma meditação poética sobre a vida, a felicidade e a beleza encontrada na rotina e nas pequenas coisas. Com uma estrutura aparentemente simples e minimalista, Wenders nos convida a observar e a apreciar o cotidiano de Hirayama (Koji Yakusho), um zelador de banheiros públicos em Tóquio. Longe de ser um drama de grandes reviravoltas, a narrativa é construída em torno da repetição e das sutilezas, em que cada dia de Hirayama é uma variação do anterior, mas nunca idêntico, revelando a filosofia de que a perfeição não está na ausência de problemas, mas na capacidade de encontrar significado e contentamento em cada momento presente.

O filme se inicia com a rotina meticulosa do protagonista: acordar, regar suas plantas, colocar o uniforme, tomar o café e dirigir para o trabalho. Esse ritual, que poderia ser monótono, é transformado por Wenders em uma dança de gestos calculados e significativos. Hirayama limpa os banheiros com uma dedicação quase espiritual, como se sua tarefa fosse uma forma de arte. Ele é um homem de poucas palavras, mas de grande profundidade e o filme nos permite entrar em seu mundo interno através de seus hobbies e paixões: a fotografia de árvores e a audição de fitas cassetes de rock e folk dos anos 60 e 70. O que poderia ser apenas a história de um homem solitário se torna uma celebração da vida simples. O filme também aborda, de forma sutil, o passado de Hirayama e o contraste entre sua vida atual e sua origem abastada, sugerindo que sua escolha de viver de forma simples foi deliberada e consciente.
A atuação de Koji Yakusho como Hirayama é o coração e an alma de “Perfect Days”. Vencedor do prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes, Yakusho entrega uma performance magistral que dispensa diálogos extensos para comunicar as emoções e a complexidade de seu personagem. Sua interpretação é uma lição de economia e expressividade, com um sorriso sutil, um olhar melancólico ou um gesto delicado, ele transmite um universo de sentimentos, personificando a serenidade e a resignação de Hirayama, fazendo com que o espectador se sinta íntimo de sua jornada interna, mesmo com a barreira do silêncio.
Hirayama não é um personagem trágico; ele é um homem que fez uma escolha e encontra felicidade genuína nela. Yakusho captura essa essência com uma autenticidade impressionante. Suas interações com os personagens secundários — o jovem colega de trabalho, a sobrinha que o visita e o dono da lojinha de música — são carregadas de ternura e profundidade. A cena final, com Hirayama dirigindo enquanto passa por uma montanha-russa de emoções, é um dos momentos mais poderosos do filme e é inteiramente sustentada pela expressividade e sensibilidade de Yakusho. Sua performance eleva o filme de uma simples observação a uma experiência profundamente humana.
Segundo informações o filme arrecadou +- de U$ 25 milhões.
A trilha sonora surpreende é um caso à parte e composta por uma coleção de fitas cassetes que Hirayama ouve em seu carro e cada canção é cuidadosamente escolhida para refletir ou complementar o estado de espírito do momento. A playlist traz músicas como: “Perfect Day“ Lou Reed, “House of the Rising Sun” The Animals, “Pale Blue Eyes” The Velvet Underground, “Sunny Afternoon” The Kinks, “(Sittin’ On) The Dock of the Bay” Otis Redding, “Brown Eyed Girl” Van Morrison, “Redondo Beach” Patti Smith e “Feeling Good” Nina Simone.

Título Original: “The Amateur”
Elenco: Rami Malek, Laurence Fishburne e Rachel Brosnahan
Direção: James Hawes
País Origem: EUA
Duração: 2h
⭐️⭐️⭐️⭐️
Sinopse: quando seus supervisores na CIA se recusam a tomar providências depois que sua esposa é assassinada em um ataque terrorista em Londres, um decodificador decide resolver o problema com as próprias mãos.
Quando você olha o elenco e pensa no título do filme já cria uma boa expectativa e acende uma luz: vai ser phoda, com a intensidade de Jon Bernthal (Justiceiro), o bicho vai “pegá” e teremos ótimas cenas de ação do início ao fim. Mas de início já preciso falar: não tem o esperado de cenas de ação mas o filme é muito bom!
Em meio a tantos thrillers que apostam em reviravoltas mirabolantes, “The Amateur” (“O Amador”), que virou “Operação Vingança” no Brasil, se destaca por sua abordagem mais contida e focada no desenvolvimento do personagem. O filme, estrelado por Rami Malek, nos apresenta uma trama de espionagem que é, ao mesmo tempo, intimista e tensa. Um dos pontos mais fortes é, sem dúvida, a performance de Malek, como um nerd no papel principal e a execução de seus assassinatos são com a inteligência, não com força.

Malek entrega uma atuação visceral, carregada de emoção e vulnerabilidade. O espectador sente a dor e a frustração de seu personagem, que se vê forçado a mergulhar em um mundo perigoso para fazer justiça com as próprias mãos pela morte inexplicável de sua esposa. O lamento do arrependimento que surge no coração de quem optou por estar ausente quando o outro precisava, resultando num fardo de luto que fatalmente entra em rota de colisão com dados sensíveis. Essa jornada, de um simples analista a um agente inexperiente em busca de vingança, é o coração do filme e é conduzida de forma convincente pelo diretor James Hawes que constrói a tensão de maneira gradual e eficaz, sem recorrer a excessos.
Nos cinemas o filme arrecadou pouco mais de U$ 95 milhões, agora é ver a reação nos streaming.
As cenas de ação, quando acontecem, são realistas e brutais, reforçando a seriedade da situação. Além disso, a cinematografia é elegante e contribui para a atmosfera opressiva do filme.
“The Amateur” é um thriller de espionagem que aposta na psicologia e na emoção, em vez de focar apenas em grandes explosões e perseguições e é para quem aprecia uma história bem contada e provando que, às vezes, menos é mais.

No filme estrelado por Sophie Turner, uma estrela de Hollywood busca refúgio em um Airbnb após um escândalo, apenas para se ver à mercê de criminosos obstinados em busca de saques.

Título Original: “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos”
Elenco: Vanessa Kirby, Pedro Pascoal, Ebon Moss-Bachrach, Joseph Quinn
Direção: Matt Shakman
País Origem: EUA
Duração: 1h55min
⭐️⭐️⭐️⭐️
Sinopse: forçados a equilibrar seus papéis como heróis e a força dos laços familiares, o Quarteto Fantástico deve defender a Terra de um deus espacial voraz chamado Galactus e sua enigmática arauta, a Surfista Prateada.
O aguardado filme “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos” da Marvel Studios finalmente chegou e a expectativa era grande, visto que todas as outras tentativas fracassaram, então essa deveria ser o filme definitivo e abrir portas para o novo MCU (Universo Cinematográfico Marvel).
Minha maior expectativa era se o filme conseguiria capturar a essência da equipe: aventura, ciência e, acima de tudo, laços familiares e com um elenco de peso, com Pedro Pascal (Reed Richards/Senhor Fantástico), Vanessa Kirby (Sue Storm/ Mulher Invisível), Joseph Quinn (Johnny Storm/Tocha Humana) e Ebon Moss-Bachrach (Ben Grimm/O Coisa). As atuações do elenco é um ponto a se destacar e elogiar: além da boa química de Pedro Pascal e Vanessa Kirby, ela se destaca por sua performance. Com poucas cenas de ação mas diálogos mais humanos, falha um pouco em explorar o vilão Galactus, que poderia ter sido melhor desenvolvido, em compensação não gostei da Surfista Prateada, não era do meu tempo de HQ. Outro ponto legal nas cenas adicionais a introdução do Doutor Destino (interpretado por Robert Downey Jr.).

Acredito que a principal aposta da Marvel seria entregar uma versão que honrasse o legado dos quadrinhos, pois todas as outras versões foram fracas ou até mesmo muito fracas. Assim “Primeiros Passos” surgiu como uma oportunidade de revitalizar o universo, trazendo um grupo de heróis com poderes únicos e, mais importante, uma dinâmica interpessoal que sempre foi o coração da equipe. E, no meu entendimento, o filme conseguiu equilibrar a grandiosidade cósmica com a intimidade das relações entre os personagens e a família.
Até a publicação deste post, Quarteto Fantástico já tinha arrecadado quase U$ 400 milhões.
Para a Marvel, “Primeiros Passos”, é mais do que um filme, é um reinício estratégico, pois não apenas introduz novos e importantes personagens no MCU, mas também define a direção da Fase 6 e olhando para um mundo MCU mais promissor. Se bem-sucedido, pode abrir portas para novas narrativas centradas na exploração científica, no multiverso e em ameaças cósmicas que se conectam diretamente com o legado do Quarteto Fantástico. A Marvel precisa de um grande acerto para reacender a paixão dos fãs, e “Primeiros Passos” tem todo o potencial para ser esse marco na nova fase de super-heróis.
Quarteto Fantástico agrada, mas até o quanto arrebatará novos fãs para a Marvel?

Título Original: “Superman”
Elenco: David Corenswet, Rachel Brosnahan, Nicholas Hoult e Wendell Pierce
Direção: James Gunn
País Origem: EUA
Duração: 2h10min
⭐️⭐️⭐️⭐️
Sinopse: o filme segue o super-herói enquanto ele reconcilia sua herança com sua educação humana. Ele é a personificação da verdade, da justiça e de um futuro melhor em um mundo que vê a bondade como algo antiquado.
James Gunn conseguiu: Superman está em ebulição e é a pedra fundamental do recém-formado DC Universe (DCU), que promete redefinir o futuro dos heróis da DC Comics nas telas. Gunn, conhecido por sua abordagem única e bem-sucedida em franquias como Guardiões da Galáxia e O Esquadrão Suicida, traz a promessa de um tom mais otimista e humanizado para o Homem de Aço, algo a muito tempo esquecido e que provocou uma grande expectativa nesta nova versão. Nunca fui muito entusiasta do universo DC, algumas coisas de Batman, Superman e Liga de Justiça me chamavam atenção, por isso nunca me animei com os lançamentos. Mas o rebuliço por conta da contratação de James Gun pela DC, digamos, que aumentou a minha curiosidade.
Algumas perguntas que deveriam ser respondidas: Qual o impacto de James Gun na reconstrução deste grande herói? Como trazer de volta a essência de esperança e idealismo do tão poderoso Superman? Como entregar uma versão do herói que capturasse antigos e novos fãs? E, principalmente, como garantir que a franquia pode ter uma longa e rentável duração?

A escolha de David Corenswet (Clark Kent/Superman) e Rachel Brosnahan (Lois Lane) foi certeira, acho que teve uma uma boa química e deu charme aos personagens. James Gun mostrou um Superman frágil mas muitas vezes confuso com suas escolhas e isso cativou muita gente. Particularmente, me surpreendi com a boa atuação, mesmo não conhecendo muito os dois atores. Mas quem rouba muitas cenas é Kripto, o cachorro é sensacional. E Lex Luthor (Nicholas Houston) é um vilão à altura do seu arqui-inimigo.
E, até a publicação deste post, Superman arrecadou pouco mais de U$ 550 milhões.
Talvez para a DC Comics, este filme representa um divisor de águas: o sucesso de Superman é crucial para o estabelecimento do DCU de James Gunn e Peter Safran. A expectativa é que ele sirva como um modelo para futuros projetos, estabelecendo um universo coeso, interconectado e, acima de tudo, divertido. Se Superman cumprir o que promete, podemos esperar uma fase de ouro para a DC nos cinemas, com histórias que respeitam o legado dos personagens, mas que também ousam inovar, reconquistando a confiança dos fãs e da crítica e elevando a saga de super-heróis da DC um novo patamar.
Ponto negativo: a Gangue da Justiça é quase uma caricatura de heróis, formada por Guy Gardner/Lanterna Verde (Nathan Fillion), Michael Holt/Senhor Incrível (Edi Gathegi) e Kendra Saunders/Mulher-Gavião (Isabela Merced). O único que se salva é o Senhor Incrível.
Vamos ver se Superman agrada o público exigente das sagas de super-heróis.