A data surgiu por causa do festival Live Aid (1985), que reuniu grandes nomes do rock em um mega evento beneficente transmitido para o mundo todo. O rock não é só música, é atitude, história e liberdade 🤘, dos clássicos aos novos sons, ele continua vivo em cada riff de guitarra.
Uma mãe que mora em um estacionamento de trailers usa suas habilidades para proteger seus seres queridos de uma ameaça que escapou de uma base militar secreta, enquanto mercenários tentam contê-la. Confere aí!
Do álbum Matter Does Not Define (2025), vem o clipe “Long Shadows” da banda inglesa de indie rock The Lathums: “E se eu cair, cairei com amor, e sobreviverei / Por tudo que brilha, o amor lança longas sombras”. Confere aí. 🎸
Holly (Benedetta Porcaroli), uma mulher italiana, duvida de sua identidade até que um encontro com uma menina perspicaz de 7 anos muda sua perspectiva de vida. Confere aí!
Título Original: “I Will Find You” Elenco principal: Sam Worthington, Britt Lower, Milo Ventimiglia, Chi McBride, Jonathan Tucker, Logan Browning, Erin Richards, Madeleine Stowe Criador: Robert Hull Streaming: Netflix Episódios: 8 ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ SINOPSE: Um pai inocente (Sam Worthington) condenado à prisão perpétua pelo assassinato do próprio filho fica sabendo que ele ainda pode estar vivo, despertando nele o desejo de fugir da prisão para desvendar a verdade.
Existe um tipo de suspense que não pergunta “quem fez isso?”, mas sim “isso realmente aconteceu?”. É nesse território incômodo que se instala Eu Vou Te Encontrar, minissérie da Netflix baseada no romance homônimo de Harlan Coben, que mistura drama carcerário, investigação jornalística e um thriller de fuga eletrizante.
A trama acompanha David Burroughs (Sam Worthington), condenado à prisão perpétua pela morte do próprio filho pequeno. Cinco anos depois, quando já não resta esperança alguma, uma pista inesperada sugere que o garoto pode estar vivo. A partir daí, David toma uma decisão irreversível: fugir da prisão para descobrir a verdade antes que seja tarde demais. A premissa segue a fórmula que consagrou Coben como um dos autores de suspense mais lidos do mundo — segredos de família, aparências enganosas e um protagonista que precisa provar sua inocência correndo contra o relógio. O ritmo é acelerado desde os primeiros minutos, com episódios curtos que favorecem o maratonar, e o roteiro trabalha bem a tensão de duas frentes narrativas paralelas: a fuga de David e a investigação conduzida por uma jornalista que enxerga no caso a chance de reconstruir a própria carreira. Os personagens ganham camadas aos poucos, e a série evita entregar respostas fáceis cedo demais, mantendo o espectador em estado de alerta episódio após episódio.
Os episódios iniciais se destacam por estabelecerem o mistério com eficiência, enquanto os capítulos do meio da temporada elevam a tensão ao aprofundar as investigações paralelas. Vale enfatizar que o fechamento da história recompensa quem acompanhou atento aos detalhes plantados ao longo do caminho e isso passa pela atuação de Sam Worthington que entrega um David Burroughs convincente, equilibrando a dureza de quem sobreviveu ao cárcere e isso funciona bem justamente por sustentar a vulnerabilidade sem cair no exagero. Ao seu lado, Britt Lower, ex-cunhada de David e jornalista em busca de redenção profissional constrói uma química genuína com o protagonista, feita de cumplicidade e não de romance.
Assim como acontece em outras adaptações de Harlan Coben, o roteiro trabalha constantemente com falsas pistas, novos suspeitos e personagens que escondem segredos, mesmo parecendo que todos parecem ter algo a esconder. Não se trata apenas de descobrir quem fez o quê, mas a grande pergunta é entender até onde alguém seria capaz de ir para proteger as pessoas que ama. A série entrega o que promete: tensão crescente, um protagonista fácil de torcer e um mistério que só se resolve nos minutos finais. É recomendada para fãs de thrillers de fuga, mistério policial e histórias sobre família e redenção ou para quem já é fã de adaptações anteriores de Harlan Coben que vai reconhecer a assinatura do autor a cada episódio.
Sem reinventar o gênero, “Eu Vou Te Encontrar” aposta justamente naquilo que tornou Harlan Coben um fenômeno mundial: personagens comuns lançados em situações extraordinárias, mistérios que se multiplicam a cada episódio e reviravoltas cuidadosamente posicionadas para manter o público completamente envolvido.
O filme vai acompanhar Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde) e como o casamento deles caiu na rotina. Angela convida os vizinhos Kayla (Penélope Cruz) e Shane (Edward Norton) para um coquetel e, inesperadamente, eles descobrem que os vizinhos podem estar organizando orgias semanais. Confere aí!
A série acompanha Debbie (Octavia Spencer), uma mulher comum que vê sua vida virar de cabeça para baixo quando passa a ser perseguida após um golpe envolvendo milhões de dólares roubados da máfia. Em meio ao caos, ela descobre que sua melhor amiga Judith (Hannah Waddingham), guarda um segredo surpreendente: ela é uma assassina profissional. Confere aí!
O novo álbum de estúdio do guitarrista e cantor Kurt Vile, Philadelphia’s Been Good To Me, chega com o single e clipe de “Change to Bleed“. “Chance de Sangrar“, numa tradução direta, me parece uma metáfora em que o cantor fala sobre sua vida em correr riscos em uma celebração ao início da carreira e para isso ele trouxe seus amigos da banda TheViolators. Confere aí. 🎸
Título Original: “Half Man” Elenco principal:Richard Gadd, Jamie Bell, Neve McIntosh, Charlie de Melo Criador: Richard Gadd Streaming: HBO Max Episódios: 6 ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ SINOPSE:Ruben (Richard Gadd) aparece no casamento de seu irmão Niall (Jamie Bell), que está separado, e atua como catalisador para o renascimento dos últimos 40 anos de relacionamento.
Existem séries feitas para entreter e séries feitas para confrontar. Pela Metade (título original Half Man), a nova minissérie da HBO Max criada por Richard Gadd, o mesmo nome por trás do fenômeno Bebê Rena, pertence sem dúvida à segunda categoria.
Ao longo de seis episódios, a produção acompanha quase quatro décadas da relação entre dois “irmãos” que não são irmãos de sangue, mas que se tornaram inseparáveis por circunstâncias da vida e por uma ligação que mistura lealdade, dependência e violência. A história começa no presente, num casamento, no momento em que um reencontro inesperado detona uma explosão de tensão capaz de jogar o espectador direto de volta para os anos 1980, quando tudo entre os dois começou. Sem entregar reviravoltas, fica o aviso: Pela Metade não é uma série para assistir distraído, pois exige presença, estômago emocional e disposição para olhar de frente para temas como masculinidade tóxica, abuso, vergonha e os efeitos que o silêncio masculino pode causar ao longo de uma vida inteira.
A trama acompanha Niall e Ruben, dois adolescentes que passam a dividir o mesmo teto quando suas mães decidem viver juntas: Ruben, o mais velho, carrega uma história de internação em instituição para menores infratores e uma natureza instável e impulsiva, enquanto Niall, mais novo, é observador, sensato e tenta sobreviver emocionalmente à intensidade do “irmão” que ganhou. A série constrói, com uma estrutura temporal fragmentada, o contraste entre dois homens opostos — um feroz e outro contido — e mostra como essa dinâmica, construída ainda na juventude, os acompanha (e os assombra) até a vida adulta. O fio condutor é simples na superfície e devastador na profundidade: o que a sociedade ensina aos homens sobre força, competição e vergonha, e o preço que se paga por nunca aprender a lidar com a própria dor.
Pela Metade não pede desculpas por ser pesada. Ela não oferece respostas fáceis, nem heróis, nem vilões — apenas dois homens moldados por décadas de silêncio, orgulho e dor, em uma das discussões mais honestas sobre masculinidade já feitas para a televisão recente. Se você saiu de Bebê Rena impactado e quer entender até onde Richard Gadd consegue ir como contador de histórias, aqui é uma experiência que vai incomodar, mas que vale cada minuto desse incômodo.
A série é uma obra difícil de recomendar de forma leviana e é justamente por isso que ela funciona: Gadd confirma, mais uma vez, sua capacidade de transformar desconforto em linguagem dramática de altíssimo nível, apoiado por um elenco entregue de corpo e alma. O único ponto que pode afastar parte do público é exatamente sua intensidade: não é uma série para qualquer momento, nem para quem busca conforto.